segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Saímos pra curtir a noite mais caliente de Floripa!

Frio é o chute de quem acha que as noites do Sul não são calientes! Guacamole Floripa é farra garantida. (Fotos: Juntando Mochilas).


Sabe quando você chega pelo aeroporto numa cidade, para já ir para a rodoviária e seguir viagem? Aconteceu conosco em Florianópolis. O nosso voo chegou à noite na capital e pela manhã tínhamos de estar no terminal rodoviário para embarcar para Blumenau. Nós poderíamos só ir dormir, mas a fome de mundo é maior e acabamos caindo na farra. O taxista indicou um restaurante chamado Guacamole, localizado no centro e nós topamos. De mochila e tudo, ele nos levou até a Avenida Jornalista Rubéns de Arruda Ramos, em frente à Praça do Sesquicentenário.

Nossa Senhora de Guadalupe reina absoluta num altar logo na entrada do Guacamole.

Com decoração que namora o kitsch, mas sem cair no brega em momento algum, o lugar é tudo o que se espera de um bar / restaurante mexicano. Tem música alta, comida picante (e deliciosa), bebida forte, tequileiro maluco e tudo o mais. Quando chegamos, o ambiente estava lotado, mas estávamos varados de fome. Pedimos a comida e devoramos sem tirar uma única foto. Quando nos lembramos de fotografar, a comida já havia acabado, estávamos meio bêbados e o bar, meio vazio. Culpa do tequileiro! Hahaha!

Na brincadeira de fazer submarino de copinho de tequila em copo de cerveja, saímos trocando os pés!

Pedimos um combo que vinha com um monte de comidas mexicanas: nachos, tacos, burritos, quesadillas. Não lembro do preço, mas lembro que não achei caro. Os preços são aceitáveis para a quantidade e a qualidade do que se oferece. Também experimentamos a sobremesa Churros del Chavo. Maravilhosa! Esperamos voltar algum dia a Floripa e ao Guacamole, e prometemos fotos melhores de uma próxima vez. Hahahahah!

Saímos de lá com o bar quase fechado, demos um cochilo num hotelzinho perto da rodoviária e seguimos para Blumenau. Coisas de mochileiro...



Nívia Gouveia é jornalista e travel-writer.
Mochileira convicta, leitora incurável, sonhadora juramentada, Nívia pertence a uma linda labrador chocolate chamada Shakira.
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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

SemaNews: Veleiro MammaMia Highlights; Novidades na Torre Eiffel; Comunicado Cabo Verde Airlines

Conheça os cenários de Mamma Mia: Lá vamos nós de novo; Torre Eiffel muda sistema de acesso; Comunicado importante da Cabo Verde Airlines. (Fotos: Divulgação e Juntando Mochilas).


Star Clippers tem roteiro temático de Mamma Mia

A partir de maio de 2019, um veleiro da Star Clippers fará passeios pelos cenários da comédia romântica Mamma Mia, na Grécia. Intitulada “Mamma Mia Highlights”, o itinerário de 7 noites sai de Atenas, visita as ilhas de Skopelos (onde fica a capela do primeiro filme e o hotel de Donna), e Skiathos (cenário do porto), e volta a Atenas. A viagem custa a partir de 1.730 dólares por pessoa. A Star Clippers opera três das maiores e mais altas embarcações a vela do mundo, que oferecem aos passageiros as atividades e comodidades de iates privados. Quem é fã de Abba e de Mamma Mia, como nós do Juntando Mochilas, já se empolgou, né?

Veleiros da Star Clippers singram as águas do Mediterrâneo. (Foto: Divulgação Star Clippers)


Torre Eiffel muda sistema de filas

Cartão postal mais famoso de Paris, a Torre Eiffel anunciou que, a partir da última segunda-feira, mudou seu sistema de filas. Agora, cada uma das entradas da torre terá duas filas: uma para quem adquiriu os ingressos online e a outra para quem deixou para comprar os tickets na hora (o que a gente não recomenda, porque sai mais caro e corre o risco de estar lotado). Os elevadores da torre também serão divididos entre a compra online e a compra na hora, facilitando o acesso de quem se planejou para ir. Nada mais justo. O novo método está em fase de testes e ajustes até o fim deste mês.

Com planejamento se diminuem as chances de perrengues em viagem. (Foto: Juntando Mochilas)


Comunicado importante da Cabo Verde Airlines

A companhia aérea cabo-verdiana TACV suspendeu temporariamente os voos entre Brasil e Itália e alterou alguns voos com destino ao Recife, Fortaleza e Salvador. Os voos estão sendo gradualmente retomados, já tendo sido normalizada a operação do Recife e de Fortaleza. Os 16.079 passageiros dos 123 voos alterados já foram contactados e estão sendo reacomodados. Ninguém vai se prejudicar. As modificações foram necessárias em virtude da suspensão de voos no mercado italiano emitida pela ENAC (autoridade de aviação da Itália). Para qualquer esclarecimento, a empresa recomenda que se procure os postos de atendimento de sua cidade.

Autoridade de aviação italiana suspendeu voos e prejudicou as operações da companhia. (Foto: Divulgação).


Nívia Gouveia é jornalista e travel-writer.
Mochileira convicta, leitora incurável, sonhadora juramentada, Nívia pertence a uma linda labrador chocolate chamada Shakira.
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terça-feira, 7 de agosto de 2018

Descubra o legado de Ana das Carrancas em Petrolina

Fachada do Espaço Ana da Carrancas, na cidade de Petrolina. (Foto: Juntando Mochilas)

Uma das atrações imperdíveis em Petrolina é o Centro Cultural Ana das Carrancas, dedicado à vida e à obra da artesã ceramista pernambucana que ficou conhecida no mundo inteiro pelo seu trabalho com o barro.
Nascida no município de Ouricuri, Ana Leopoldina dos Santos era filha de artesã e sempre se interessou pelo trabalho da mãe. Aos 7 anos já produzia os próprios brinquedos com o barro. Muito jovem, Ana casou e teve duas filhas, mas quis o destino que sua sorte mudasse. Enviuvou cedo e, em seguida, conheceu José Vicente de Barros, que a levou para viver em Petrolina. Nesta época, Ana era louceira e fazia panelas de barro que eram vendidas na feira livre.
Um dia, preocupada com a falta de recursos, pediu aos céus uma ideia, uma luz. Foi quando, ao ver passarem as barcas, as carrancas chamaram a sua atenção. Para quem não conhece a história das carrancas, são bichos muito feios, feitos de madeira, que são colocados à frente das embarcações para espantar a má sorte. Ana esculpiu o barro em forma de carranca, furou os olhos, em homenagem ao marido Vicente, que era cego, e levou as peças para vender na feira. Levou nome de louca. Foi alvo de chacota, mas não se deixou abater.
Quando sua arte chegou até as universidades e curadorias, seu nome explodiu. Ana, que já havia sido 'Ana do cego', 'Ana Louceira' e 'Ana das Carrancas', virou a Dama do Barro. Teve o nome estampado até em revistas como a Rolling Stones, de New York.

O Centro Cultural tem um pequeno museu com peças originais de Ana e peças de suas filhas a venda. (Foto: Juntando Mochilas)

O Espaço

Dividido em 3 ambientes, o Centro Cultural funciona na casa onde morava Ana. A casa principal abriga um pequeno museu dedicado a Ana, com fotos, peças originais doadas por colecionadores, troféus, comendas. O segundo ambiente é o ateliê, onde as filhas de Ana reproduzem carrancas de todos os tamanhos e com temáticas diferentes, mas sempre conservando os olhos furados, característica maior do trabalho da mãe. O terceiro espaço é uma lojinha, onde são vendidos os produtos.

Antigo forno de Ana ainda é utilizado por suas filhas na confecção de carrancas.  (Foto: Juntando Mochilas)


Visitação

Se você vai a Petrolina e quer conhecer o Centro Cultural Ana das Carrancas, é só chegar lá no número 500 da BR-407, no bairro da Cohab Massagano em Petrolina, de segunda a sexta, das 8h às 18h. Se uma das filhas de Ana estiver no local, aproveite para conversar. Além de serem de uma simpatia absoluta, são o tipo de pessoa que você quer ter amizade só pra passar o resto do dia ouvindo suas histórias fantásticas. Ah! E não deixe morrer o nome de Ana! Leve uma carranca pra casa!

Maria da Cruz, filha de Ana das Carrancas, faz o que for preciso para não deixar que a mãe seja esquecida. (Foto: Juntando Mochilas)


Nívia Gouveia é jornalista e travel-writer.
Mochileira convicta, leitora incurável, sonhadora juramentada, Nívia pertence a uma linda labrador chocolate chamada Shakira.
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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

SemaNews: Wi-Fi grátis nos aeroportos; BSB encerram turnê de Vegas; Bondinho ligará estúdios Warner a famoso letreiro.

Wi-fi Boingo de graça nos aeroportos do Brasil; Backstreet Boys fazem última turnê em Vegas; Warner planeja bondinho até letreiro de Hollywood.
(Fotos: Site Boingo; Divulgação BSB; Logo Warner Bros).


Wi-Fi de graça nos aeroportos do Brasil

Já funcionando em alguns aeroportos brasileiros, como o do Recife e o de Congonhas, o serviço será ampliado e, a partir de 2020, os 54 aeroportos brasileiros terão Wi-Fi gratuito. É o que promete a empresa Boingo Wireless, dos Estados Unidos. A Boingo foi escolhida pela Infraero para operar a rede após vencer licitação. Como não existe nada de graça, quem paga pelo serviço são os anunciantes, que podem inserir propagandas nas páginas de verificação ou patrocinar sessões de Wi-Fi nos terminais.

Em um mondo cada vez mais conectado, não dá para imaginar uma espera de voo sem aquela conferida nas atualizações das redes sociais. (Imagem: TecMundo).


Backstreet Boys encerram apresentações em Las Vegas

A banda norte-americana Backstreet Boys, que após hiato vinha em turnê, encerrará suas apresentações e a cidade escolhida para a despedida foi a megalomaníaca Las Vegas. Quem quiser ver a boy band, tem até abril do ano que vem para correr a Vegas. Os shows acontecem todas as quartas, sextas e sábados e os ingressos custam 153 dólares (cerca de 560 reais). Quem leva os fãs brasileiros para lá é a operadora Flytour MMT. Interessou? Acesse www.flytour.com.br

 Nick Carter, Brian Littrell, Kevin Richardson, Howie Dorough e AJ McLean eram os ídolos de 10 a cada 10 garota nos anos 1990 e 2000. (Foto: Las Vegas Theatre).


Warner terá bondinho até o letreiro

A Warner Bros. promete uma atração de cinema na cidade de Los Angeles. A empresa promete que investirá 100 milhões de dólares para instalar um bondinho elétrico ligando os seus estúdios até o letreiro de Hollywood, cartão-postal da cidade. Além de facilitar o acesso para os turistas, uma das motivações do estúdio é diminuir o trânsito no local, já que muita gente para o carro nas vias para tirar fotos do letreiro e acaba gerando congestionamento. A cidade, os moradores e os turistas agradecem. O bondinho deve ficar pronto em 5 anos.

O letreiro é o símbolo da capital mundial do cinema. (Foto: Wikipedia)




Nívia Gouveia é jornalista e travel-writer.
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segunda-feira, 30 de julho de 2018

TOP5: Hostels do Brasil

Sim, habemus hotels magníficos!

É incrível como lista chama a atenção da galera! Foi só postar o artigo sobre os melhores albergues que já ficamos no mundo que um monte de gente veio perguntar pelos melhores do Brasil e nós montamos o nosso rol. Como toda lista, esta é uma opinião pessoal. Vai ter quem prefira outros locais, vai ter quem não goste das nossas indicações. É assim mesmo... O que importa é que, para nós, estes são os melhores hostels em que já nos hospedamos no Brasil:

5. The Hostel Vila Mariana (Rua Domingos de Morais, 775. Vila Mariana, São Paulo - SP)

Vitrais dão vida ao quarto de casal do The Hostel Vila Mariana. Puro luxo! (Foto: Juntando Mochilas).

A localização deste hostel é espetacular, mas a presença nele nesta lista veio pelas soluções inteligentes. Os quartos compartilhados, apesar de terem vagas para várias pessoas, garantem a privacidade de todo mundo. Os quartos privativos são absolutamente lindos (como este da foto), como a fachada do estabelecimento, que funciona num antigo palacete. Para saber mais sobre o The Hostel Vila Mariana, clique aqui.

4. Hostel7 Brasília (SCLRN 708, Bloco 1, Loja 20. Asa Norte, Brasília - DF)

Salão onde é servido o café da manhã é cheio de kombis em miniatura. O carro é o símbolo do Hostel7. Até a recepção funciona dentro de uma delas. Muito fera! (Foto: Juntando Mochilas).

A capital federal está bem representada quando o assunto é albergue. O Hostel7 Brasília tem decoração descolada, sala de jogos, um bar animado e quartos bem equipados, com secador de cabelos e tudo! Localizado no meio da Asa Norte, é ótimo para quem vai a Brasília para prestar concursos ou precisa ir à UnB (dá pra ir a pé). Também tem ônibus do lado que vai para os principais pontos turísticos. Quer saber mais? Acesse o site deles clicando aqui.

3. Aju Hostel & Pousada (Rua François Hoald, 276. Atalaia, Aracaju - SE)

Parece uma vilinha do interior, em pleno mês de junho, mas é o pátio interno do Aju Hostel, fofo até dizer chega! (Foto: Juntando Mochilas).

Eu poderia escrever um artigo inteiro sobre  a decoração deste hostel fantástico, mas o que fez ele estar nesta lista foi o seu café da manhã completão e seus funcionários maravilhosos, além da decoração, é claro. O desjejum é tão bom, que dá vontade de não sair para passear. Ficar por lá, comendo e conversando. No entanto, se você conseguir sair, siga as dicas da galera da recepção, que são as mais quentes. Interessou? Clique aqui para mais informações.

2. Concept Design Hostel & Suítes (Rua Vereador Moacir Pereira, 337. Vila Yolanda, Foz do Iguaçu - PR)

Bar com vista para a piscina ferve à noite, mas o conforto é garantido nos quartos, que são modernos e muito organizados. (Foto: Juntando Mochilas).

Sabe o peso da palavra 'conceito', quando a gente fala em 'carro-conceito', 'loja-conceito'? Pois este é um Hostel-conceito! Ele é tudo o que todo hostel deveria ser, mas esqueça o peso! A sensação de leveza é incrível! Ambientes planejados minuciosamente por quem entende do assunto, um bar animado (cujo som não incomoda quem está nos quartos) e aquela comidinha de mãe te esperam no Concept Design. Para ver mais fotos, acesse o site do Concept Design clicando aqui.

1. Villa 25 Hostel & Suítes (Rua Gago Coutinho, 25. Laranjeiras, Rio de Janeiro - RJ)

Vista do corredor do 2° andar, onde eu fiquei hospedada, dá para a piscina e a copa onde é servido o café da manhã. (Foto: Juntando Mochilas).
Sabe quando algo é tão incrivelmente bom que não carece de explicação? Pois é. Este hostel boutique no coração do bairro das Laranjeiras parece coisa de novela. perfeito em todos os detalhes! Limpo, bonito, organizado, bem localizado, acessível, moderno, aconchegante, animado. Sem dúvida, o melhor em que já nos hospedamos no Brasil! Náo a toa, a foto que abre este artigo é do quarto que utilizamos. Fantástico! Mais informações sobre o Villa 25 você encontra no site deles. É só clicar aqui.


Leia nosso artigo sobre os cinco motivos para se hospedar em um hostel, clicando aqui.



Nívia Gouveia é jornalista e travel-writer.
Mochileira convicta, leitora incurável, sonhadora juramentada, Nívia pertence a uma linda labrador chocolate chamada Shakira.
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segunda-feira, 23 de julho de 2018

Quem tem medo de turismo no cemitério?

Alameda principal do Cemitério de Santo Amaro, o maior do Recife. (Foto: Juntando Mochilas).

A prática de enterrar os mortos acompanha a humanidade há séculos, mas a existência dos cemitérios, tal e qual os conhecemos, é bem relativamente recente. Os primeiros  cemitérios surgiram dentro das igrejas ou mesmo ao lado dessas, concedendo aos restos mortais um repouso condizente às convicções religiosas que a pessoa tinha enquanto viva.

O famoso Cemitério da Recoleta, em Buenos Aires - Argentina. (Foto: Acervo pessoal).

Porém, os problemas de espaço começaram a surgir e o entorno das igrejas se tornaram lugares insalubres e propícios a diversas doenças, o que ficou bem mais evidente em países que passaram por problemas como pestes e guerras. Com isso, deu-se a necessidade de criar espaços exclusivos, mais apropriados e com qualificação sanitária para acomodação dos mortos.

Túmulo do Santo Papa João Paulo II, na Necrópole de São Pedro - Vaticano. (Foto: Juntando Mochilas).

Com o tempo, os cemitérios viraram testemunhas históricas das cidades e regiões a quem atendem. Muitas tumbas com esculturas exuberantes e de rica arquitetura tornam as necrópoles verdadeiras galerias a céu aberto.

Túmulo coletivo de milhares de desconhecidos no Campo de Concentração Nazista de Dachau - Alemanha. (Foto: Juntando Mochilas).

As escrituras nas lápides servem como uma grande livraria onde se podem ler registros, descrições e até poemas que representam, não só o morto, mas também a sua família, sua posição social, suas convicções, sua época e seu modo de viver.

Interior da Igreja de Ossos de Kutná Hora - Republica Checa. (Foto: Juntando Mochilas).

Além do mais, o valor social das celebridades que ali estão e que contribuíram de alguma forma para a sociedade é outro ponto que chama atenção. Artistas, políticos, religiosos, gente que geralmente dá nome a ruas pode ter um pouco da sua história descrita na porta de sua última morada.

Pequeno cemitério de Rottenbuch, uma das últimas cidades da Rota Romântica - Alemanha. (Foto: Juntando Mochilas).

Cemitério de Petersfriedhof, ao lado da Igreja de Sankt Peter, em Salzburg - Áustria. (Foto: Juntando Mochilas).





Mas... E por que não visitamos os cemitérios?
Porque ainda associamos muito o cemitério a um lugar macabro, tenebroso, medonho, onde só entramos quando morre alguém próximo. Infelizmente, o medo é o grande limitador do turismo em cemitérios.

Demos uma volta no ônibus que circula dentro do Cemitério Central de Viena - Áustria. (Foto: Juntando Mochilas).

Em nossas viagens, já perdi a conta de quantos cemitérios visitamos. Até mesmo os menores, pois alguns deles estavam próximos à nossa hospedagem e entrávamos simplesmente para ler as lápides e admirar a arquitetura dos túmulos, e a beleza das estátuas. Outros cemitérios fizemos questão de incluir no roteiros e tivemos surpresas maravilhosas, como foi o da Recoleta e o da Chacarita, em Buenos Aires, o Central de Viena, na Áustria, e o da igreja de St. Peter, em Bournemouth, apenas para ver o túmulo de Mary Shelley, escritora do clássico Frankeinstein.

Túmulo da escritora Mary Shelley, ao lado da igreja de Saint Peter, em Bournemouth - Iglaterra. (Foto: Juntando Mochilas).

Alguns são bastante curiosos, como o de Petersfriedhof, com alguns túmulos cravados na rocha, ou o cemitério de animais de estimação de soldados, localizado no castelo de Edimburgo. Em lugares assim, dá para passar horas caminhando entre os túmilos.
Agora, se coragem for o seu maior dom, há cidades que disponibilizam o Ghost Tour, que é uma versão do Free Walking Tour, só que de históricas assombradas, com direito a entrar no cemitério em plena meia-noite para ouvir contos horripilantes.

Vista do Cemitério de cães de soldados, em Edimburgo - Escócia. (Foto: Juntando Mochilas).

Cemitério de Canongate, em Edimburgo - Escócia, onde está enterrado o economista Adam Smith. (Foto: Juntando Mochilas). 

Alguns cemitérios no mundo inteiro estão passando por um processo de reformulação, reformas e restauros para se tornarem museus, dada a sua importância histórica. Então, se você ainda tem medo de entrar em um cemitério, largue logo e não deixe de conhecê-los em suas próximas viagens. Os mortos têm mais história para nos contar do que você imagina.

Leia Também:

Igreja de Ossos de Kutna Hora
O que visitar em Viena
O que visitar em Edimburgo


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terça-feira, 10 de julho de 2018

Pedra do Sal e o autêntico samba do Rio de Janeiro

Sambão de raiz rolando na calçada e o povo curtindo na rua. Se é samba o que eles querem, lá vai! (Foto: Flávio Batista)

Museu do Louvre, praia de Porto de Galinhas, lado argentino das Cataratas do Iguaçu... Tem coisas que você encontra em qualquer blog de viagem, não é mesmo? Tem muito material óbvio por aí. Mas nós somos o Juntando Mochilas e, aqui, nós fugimos do lugar comum! E é por isso que, agora, você vai conhecer uma atração 'fora da casinha' no Rio de Janeiro.

Roda de samba tradicional carioca, na rua de paralelepípedos, regada a cerveja, como tem de ser! (Foto: Flávio Batista).


É que quem visita a cidade maravilhosa, acaba indo apenas nos locais muito turísticos, onde os cariocas, por muitas vezes, nem foram ainda. Pão de Açúcar, Corcovado e Copacabana são lotados de turistas fazendo selfies. A gente não acha que você não deve ir lá, mas quem vai SOMENTE lá, nem pode dizer que conhece o Rio. Esquecida por quase todos os turistas e frequentada majoritariamente por cariocas, a Pedra do Sal merece a sua atenção.

Sob os olhos de Zumbi dos Palmares, o movimento de resistência cultural se fortalece. (Foto: Flávio Batista).

A Pedra do Sal fica perto do Porto Novo, por trás daquele enorme mural do Cobra. Trata-se de um antigo quilombo, conhecido como Pequena África, aos pés do Morro da Conceição, onde o Samba foi criado. Você não leu errado: A Pedra do Sal é o berço do Samba!
Todas as segundas e sextas-feiras, a partir das 20h, começa o movimento. Aparece um com um pandeiro, alguém com cavaquinho, uma cuíca, e, quando menos se espera, o mais autêntico samba carioca está ali, para o deleite dos seus olhos e ouvidos. O repertório é composto de clássicos de Noel Rosa, Pixinguinha, Ary Barroso, Cartola e muitos outros grandes nomes do Samba.
O povo vai chegando e tomando lugar nas escadarias nas calçadas. As barraquinhas de caipifruta servem todo tipo de batida. Os cariocas sambam naquele chão de pedra, onde, um dia, escravos descarregaram o sal que vinha nos navios. A atmosfera é inebriante. Todo mundo cantando e batendo palmas. É lindo de se ver! Se você for lá, vai ter uma amostra grátis do que é ser carioca e vai poder dizer que conhece o rio de verdade.
Os grafittis nas paredes históricas ressaltam o colorido que vem do povo. (Foto: Flávio Batista).

Como chegar:

O local é acessível por VLT, descendo na estação Parada dos Museus; por qualquer ônibus que passe na Rua Sacadura Cabral (desça na parada PF-3178); qualquer ônibus que passe na Rua Camerino (pare em frente ao Cais do Valongo); de táxi ou aplicativo de carona paga (no Rio, são várias opções). É só pedir pra descer na Pedra do Sal.


Em uma noite de luar, dá para namorar ouvindo sambas românticos ou viajar ao passado olhando o casario histórico. (Foto: Flávio Batista)
O Juntando Mochilas agradece ao nosso amigo Flávio Batista, pernambucano morando no Rio, por ter cedido as fotos da Pedra do Sal. Nosso cartão de memória onde estavam as fotos do local foi danificado e Batista nos salvou. Valeu, amigo!


Nívia Gouveia
é jornalista e travel-writer. Mochileira convicta, leitora incurável, sonhadora juramentada, ela pertence a uma linda labrador chocolate chamada Shakira.
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terça-feira, 19 de junho de 2018

São Cristovão, a primeira capital de Sergipe

Praça de São Francisco, onde ficam o  Convento de Santa Cruz, o Museu de Arte Sacra e o Museu de Sergipe, é Patrimônio Cultural da Humanidade. (Foto: Juntando Mochilas)

Seguindo as dicas do pessoal da recepção do AJU Hostel, em Aracaju, fui conhecer a cidadezinha que foi por 265 anos a capital de Sergipe. São Cristóvão foi fundada em 1590 pelos espanhóis. Era capital da capitania heréditária e posteriormente do Estado de Sergipe, até 1855, quando Aracaju passa a ser capital. A partir daí, São Cristóvão quase congela no tempo, guardando os tesouros da arquitetura colonial sergipana.
A começar pela Praça de São Francisco, que abriga o Convento de Santa Cruz (também chamado de Convento de São Francisco), o Museu de Arte Sacra, a Santa Casa de Misericórdia e a antiga sede do Governo de Sergipe, no prédio onde hoje funciona o Museu do Estado de Sergipe. A Praça de São Francisco é a única no Brasil a ainda manter o traçado e a arquitetura espanhola e, por isso, foi tombada pelo Patrimônio Histórico da Humanindade pela Unesco. Vale visitar tudo, hein?

A Praça é a única no Brasil a conservar o traçado espanhol e parece uma fortificação. (Foto: Juntando Mochilas).

Seguindo pela ruazinha do lado direito do Museu do Estado (Rua Coronel Erondino Prado), rapidamente você verá um museu bem pequeno, mas muito interessante. É o Museu da Polícia Militar de Sergipe. O acervo conta a história dos conflitos enfrentados pelos policiais do Estado, principalmente sua caçada mais histórica: o cerco que resultou na morte de Lampião e seu bando em julho de 1938.
O cangaceiro pernambucano Virgulino Ferreira da Silva nasceu em 1898, em Serra Talhada. Entrou para o cangaço aos 21 anos, junto com seus dois irmãos, após a polícia matar seu pai, José Ferreira dos Santos. Em busca de vingança e na luta contra o latifúndio, passou 19 anos errando pelo Nordeste, até ser assassinado pela Volante, grupo misto de policiais e locais, comandado por um capitão de exército.

Museu da Polícia Militar de Sergipe conta, entre outras, a história da emboscada que resultou na morte de Lampião e seu bando. (Foto: Juntando Mochilas)

Após a visita ao Museu da Polícia, continue em frente até a Praça Getúlio Vargas. Lá você vai ver um sobrado com arquitetura tipicamente espanhola. A casa branca tem uma varanda contínua em madeira, sacada da construção e cheia de ornamentos. Passe. A gente vai voltar aí daqui a pouco. Primeiro você vai na Casa da Queijada, que fica ao lado deste sobrado.

Parada obrigatória numa visita a São Cristóvão é provar o doce típico da cidade: a queijada. (Foto: Juntando Mochilas)



Comandada pela Dona Marieta, que produz os doces há mais de 50 anos com a receita que aprendeu da avó, a Casa da Queijada oferece compotas, cocadas, licores e outros produtos para adoçar a vida. Não cometa a bobagem de achar que você já comeu isso por aí! Não passe batido! Esta não é a queijada típica portuguesa. É uma adaptação criada pelos afro-brasileiros. Na falta do queijo, que era exclusivo para consumo dos senhores de engenho, os negros escravizados substituíram o ingrediente pelo coco. Assim surgiu a Queijada de Sergipe.

Apesar do nome, a queijada é feita de coco pela Dona Mariêta, há mais de 50 anos! (Foto: Juntando Mochilas).
Compre uma queijada (ou um pacote delas) e volte para a praça. Agora, sim, você está apto a sentar e observar o sobrado, o movimento das ruas, a Igreja Matriz, e o tempo passando bem devagar diante dos seus olhos.

Sobrado com varanda espanhola na Praça Getúlio Vargas. Olha a lindeza desta varanda toda esculpida em madeira! (Foto: Juntando Mochilas)

A padroeira de São Cristóvão é Nossa Senhora da Vitória. Apesar de todas as modificações já feitas no templo, que chegou a ser parcialmente destruído na época das invasões holandesas ao Nordeste, o altar ainda conserva os afrescos e entalhes em madeira da escola neoclássica baiana. Se você é religioso ou amante de arquitetura e arte, entre para ver.

Interior da Matriz de Nossa Senhora da Vitória é talhado em madeira aos moldes da talha neoclássica baiana. (Foto: Juntando Mochilas).

COMO CHEGAR

A partir do Terminal Leonel Brizola (Terminal Leste), que fica dentro da Rodoviária Nova José Rollemberg Leite, no bairro do Capucho, pegue o ônibus 307 - São Cristovão, na plataforma. A viagem é de apenas 20km. Desça no centro de São Cristóvão. É só pedir ao motorista para descer um ponto antes da rodoviária. Pra voltar, é a mesma coisa, só que no sentido inverso. A tarifa é a mesma do ônibus urbano, ou seja, por apenas 10 reais você vai e volta, e ainda come uma queijada.


Da janela do Museu de Sergipe se vê a Praça de São Francisco e o Convento de Santa Cruz. (Foto: Acervo pessoal).



Nívia Gouveia é jornalista e travel-writer.
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Um casal de viajantes que resolveu juntar as mochilas e compartilhar suas aventuras de estrada.
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