segunda-feira, 12 de março de 2018

A deslumbrante Ilha de Santo Aleixo no litoral de Pernambuco

Mar cristalino, águas quentinhas, areia limpa, peixes coloridos. A Ilha de Santo Aleixo é um paraíso ainda quase desconhecido que merece a sua visita! (Foto: Juntando Mochilas).

Sempre ouvi falar da Ilha de Santo Aleixo, devido a sua proximidade com a praia de Porto de Galinhas, onde passei todos os meus verões na infância e na adolescência. Cresci com a imagem do local praticamente inacessível, visitado apenas por pescadores e aventureiros. Nem imaginava o que havia por lá. Já adulta, comecei a me questionar sobre o motivo de o município de Sirinhaém, onde fica a Ilha, não ser conhecido pelos turistas, já que ele fica entre as mundialmente conhecidas praias de Porto de Galinhas e Carneiros.
Gente do mundo todo paga caro para vir a essas duas praias. Por que não vão também a Sirinhaém? Será que as praias entre Porto de Galinhas e Carneiros não são bonitas? A dúvida não me deixava em paz.
Foi aí que, na semana passada, eu e Jayme estávamos combinando o que faríamos no feriado (06 de março é o dia da Revolução Pernambucana, feriado em PE). Olhando um famoso site de compras coletivas, encontrei uma promoção de um passeio de lancha para a Ilha de Santo Aleixo e o comichão voltou. Fotos maravilhosas, precinhos convidativos. Comprei!
Sede da Monteiros Tour, responsável pelo passeio, na pracinha central de Barra do Sirinhaém. (Foto: Juntando Mochilas).

Saímos do Recife bem cedo, no nosso carro. Chegamos à pracinha da praia de Barra do Sirinhaém quando o primeiro grupo estava embarcando. Os embarques acontecem a cada 30min, a partir das 09h00 da manhã. Cada grupo é identificado com uma cor de pulseira, que determina o horário da volta. Os visitantes não devem extrapolar o tempo de 5 horas na Ilha, que tem capacidade máxima de 80 visitantes concomitantes. Fomos no segundo grupo.
Embarque do grupo na foz do rio Sirinhaém. Dá para ver a Ilha de Santo Aleixo! (Foto: Juntando Mochilas).

O embarque nas lanchas acontece próximo da foz do rio Sirinhaém. Do continente é possível ver a Ilha, e a viagem dura cerca de 10 minutos. No caminho, o guia nos orienta o grupo a pedir o almoço já na chegada, pois o  mesmo é preparado num restaurante flutuante ancorado na Ilha. A lancha atraca numa praia paradisíaca, de águas profundamente azuis e mar quentinho. A areia chega a ser aveludada, de tão limpa. Um sonho! Seguindo as orientações, escolhemos o que iremos almoçar: fomos de arroz de camarão.

Grupo chegando ao ponto de desembarque, na Ilha de Santo Aleixo. Olha a cor dessa água! (Foto: Juntando Mochilas).

Escolhemos um guarda-sol, deixamos as nossas coisas e caímos no mar. Um outro profissional que conhecemos ainda no continente, antes da travessia, havia nos oferecido o mergulho com snorkel e nós contratamos o serviço. O passeio durou cerca de uma hora e meia e, quando voltamos, o garçom avisou que nosso almoço estava pronto. Pedimos para servir. ele trouxe simplesmente o melhor arroz de camarão que eu já comi na vida!

O prato serve perfeitamente 3 pessoas com muita fome ou 4 pessoas sem tanta fome assim.
O tamanho do camarão NÃO É EFEITO DA FOTO! Era grande assim mesmo! (Foto: Juntando Mochilas).
Para acompanhar o arroz de camarão, o JP Petiscaria e Restaurante tem várias opções de cerveja, refrigerantes, bebidas quentes e drinks com ou sem álcool. Escolhi uma bebida feita com coco e vodca, tão gostosa quanto fotogênica. Vou ficar devendo o nome, porque nem me lembro, mas garanto que estava maravilhosa. Olha a foto!

Coco combina com praia! Eu amo! E esse cocktail era tão gostoso quanto bonito.
Ao fundo, o restaurante JP, que funciona num catamarã ancorado na Ilha. Puro luxo! (Foto: Juntando Mochilas).
O mais legal e que precisa ser pontuado é que a Ilha possui 3 praias acessíveis para banhistas. Cada uma delas com características bem marcantes. Em uma (onde aportam as lanchas da Monteiros) o mar é mais calmo e quente. Na segunda (bem ao lado), a água é fria e incrivelmente cristalina. E na terceira, a Praia da Ferradura, se formam piscininhas naturais nos corais.

Na praia mais fria, até a vegetação é diferente. (Foto: Juntando Mochilas).
Na Praia da Ferradura, onde fizemos o mergulho, peixinhos coloridos lembram que os corais são estruturas vivas.
(Foto: Juntando Mochilas).
No final, o que eu tenho a dizer sobre a Ilha de Santo Aleixo é que a beleza do lugar não deixa nada a dever a destinos caros, como Fernando de Noronha, sendo que o passeio pode ser feito em apenas um dia e não custa no total nem um décimo do que você gastaria só com as passagens para ir ao Arquipélago (fora as taxas, a hospedagem, a alimentação...). Os pacotes são vendidos em qualquer hotel em Porto de Galinhas, mas eu reservaria com antecedência, para não correr o risco de perder.
Outra coisa que eu tenho a dizer é que eu tenho certeza de que esse destino irá estourar em breve, e que, se eu fosse você, correria para conhecer enquanto o ser humano ainda não alterou a paisagem, como infelizmente aconteceu com Porto de Galinhas.


Na próxima semana publicaremos um artigo sobre a experiência do mergulho.


Leia também:

Porto de Galinha para mãos de vaca


Nívia Gouveia
é jornalista e travel-writer. Mochileira convicta, leitora incurável, sonhadora juramentada, ela pertence a uma linda labrador chocolate chamada Shakira.
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12 comentários:

  1. Diz tudo menos o preço do passeio, almoço,bebidas, e não fala do rapaz que passa cobrando uma taxa de preservação

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    1. Olá, Alexsandro!
      Obrigada pelo comentário!
      Como este texto NÃO É um publipost (ou seja, NÃO É um artigo pago), nos sentimos no direito de não divulgar o quanto pagamos no Peixe Urbano e o quanto gastamos com comidas e bebidas na Ilha.
      Em relação à taxa de preservação de que você falou, ninguém passou nos cobrando nada. Eu, inclusive, me espantei com essa sua colocação, já que a Ilha não é propriedade do Governo, nem área de preservação, nem administrada pelo ICMBio. É uma propriedade particular. Não sei se é juridicamente correto cobrar taxas de preservação neste caso...

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  2. Gostaria de saber valores, pois isso nos interessa muito....

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    1. Oi, Claudinha!
      Obrigada pela visita!
      Compramos o pacote no Peixe Urbano por R$ 49 por pessoa. Parece que o valor normal é de R$ 60.

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  3. Alexsandro e Claudinha, a equipe Vértice Aventura (facebook), faz passeios pegando e deixando no Derby por R$110,00. Entra em contato com eles pelo face que eles explicam os preços, horários etc.

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  4. Sou nativa dessa praia. Obrigada por Divulgar. Falta seriedade e comprometimento da secretaria de Turismo e das autoridades (que estao no poder ha mais de 22 anos e nada fazem).

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    1. Olá, Gleisy!
      Que sorte de vida, hein? Queria eu estar aí todos os dias!
      Nós não gostamos de discutir política, mas o que eu posso dizer é que as eleições estão aí para isso! Tem aquela expressão "Santo que não me ajuda pode cair da parede"!

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  5. Tive o prazer de conhecer , simplesmente maravilhoso . A travessia custa em média de 50 a 60 por pessoa ida e volta , vale muito o investimento .

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  6. Amei seu Texto sobre o local.
    Sou louco por praias. Esses dias fui para Itamaracá que não conhecia.
    Agora vou agendar para ir na sua belíssima sugestão de roteiro.
    Valeu mesmo. Abraços

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    1. Vá mesmo, Germano! Você não vai se arrepender! O lugar é lindo!

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