quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

SemaNews: Cervejas em Petrópolis, Las Vegas e Argentina

Cerveja é o grande destaque dos pratos da alta gastronomia, no festival Petrópolis Gourmet, na região serrana do Rio; Las Vegas bate, pelo terceiro ano consecutivo, o seu recorde de visitantes, com 600mil turistas a mais que no ano de 2015; A Argentina é o destino parceiro da Fitur 2017, que começa no próximo dia 18 em Madrid. (Fotos: Divulgação)

Cerveja nas panelas de Petrópolis

Bem na semana em que a Secretaria de Turismo do Estado do Rio de Janeiro retoma o projeto Cidades Maravilhosas, a cidade de Petrópolis, na Região Serrana, lança a 16ª edição do Petrópolis Gourmet. Organizado pelo Petrópolis CVB, o evento começa na próxima terça-feira e vai até o dia 29 de janeiro, e conta com a participação de 35 restaurantes, de várias especialidades. Os restaurantes participantes seguem o tema Cerveja na Panela e oferecem pratos em que um dos ingredientes precisa ser a cerveja. A expetativa dos organizadores é que o movimento de turistas no município aumente de 30 a 35% durante o festival.
 
A cidade de Petrópolis, na região serrana do Rio, é conhecida pelo seu clima ameno, sua arquitetura e sua história. Ela tem esse nome porque o Imperador Dom Pedro II viveu lá. (Foto: Divulgação Destino Petrópolis)

Las Vegas bate recorde de visitantes em 2016

Ignorando a crise, a cidade estadunidense de Las Vegas bateu, pelo terceiro ano seguido, seu recorde de visitantes. De acordo com o Las Vegas Convention & Visitors Authority, foram 42,9 milhões de turistas em 2016, seiscentos mil a mais que em 2015. Além dos tradicionais hotéis e cassinos, o que atraiu muita gente para a cidade foram os eventos de negócios e convenções. Mais de 6 milhões de visitantes, viajaram a negócios, ou seja, Las Vegas atraiu, só nesse recorte, um número semelhante ao total de turistas estrangeiros no Brasil inteiro, no mesmo período. E foi ano de Jogos Olímpicos por aqui. É muito para uma cidade, e muito pouco para um país.
As pool parties são marca registrada de Las Vegas, que recebe milhões de turistas de todo o mundo curiosos por saber o que tanto acontece em Vegas... (Foto: Divulgação Visit LasVegas)

 Argentina é sócia da Fitur 2017

A nossa vizinha Argentina ganhará destaque especial em uma das maiores feiras de turismo do mundo. A 37ª edição da Fitur, em Madrid, terá um estande gigante, com 760m² todo dedicado ao país Hermano, além de destaque nas publicações da feira e propaganda espalhada por toda a capital espanhola. A parceria visa alavancar o turismo argentino e chegar a 2019 com 9 milhões de turistas ao ano. A feira abre as portas no próximo dia 18 e marca o início das comemorações do Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento, decretado pela ONU para 2017.
Capital Buenos Aires tem um quê de Europa, mas com o precinho bem mais convidativo para nós, brazucas. (Foto: Divulgação Visit Argentina)

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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Como chegar e aproveitar o melhor de Jericoacoara

Praia cearense está entre as melhores do Brasil e deve ganhar voo direto do Recife em 2017. O Juntando Mochilas te mostra como curtir a noite mais incrível de todas sem gastar todo o seu dinheiro. porque Jeri é possível.
A Azul Linhas Aéreas acaba de anunciar que deverá operar 4 voos diretos semanais do Recife para a praia de Jericoacoara, no Ceará, a partir de abril de 2017. Famosa mundialmente, Jeri (para os íntimos) é um parque nacional localizado cerca de 400Km a oeste de Fortaleza. O voo será uma importante ligação da região com o resto do Brasil e com o mundo, pois, até hoje, para chegar ao balneário, é necessária uma verdadeira peregrinação.
Atualmente, há três formas para ir a Jeri: fechando um passeio de um dia com empresas de turismo, alugando um carro ou pegando um ônibus de linha. Cada uma das opções tem vantagens e desvantagens e a gente vai falar de cada uma delas.
As empresas turísticas costumam oferecer em bares e hotéis de Fortaleza um passeio bate e volta de um dia. O passeio custa cerca de R$200 e promete te mostrar Jeri inteira. Fiquei me perguntando se seria uma boa opção, pois é muita coisa para ver num dia só. As vans vão buscar os viajantes nos hotéis da orla de Fortaleza às 04h da manhã e seguem rumo ao litoral oeste. São quase 5h de viagem até Jijoca de Jericoacoara, cidade onde fica o parque nacional, e pegar um “pau de arara” para a vila. Pau de arara nada mais é do que um caminhão com a carroceria coberta e bancos para acomodar passageiros. Bem interessante!
Pau de arara que leva os turistas de Jijoca até Jericoacoara. Conforto não tem, mas é muito divertido!
A chegada em Jeri acontece perto das 10h da manhã. Uma parada rápida na pracinha principal “só pra tirar umas fotos na beira-mar” e o grupo segue para a trilha da Pedra Furada. Como a área é protegida pelo ICMBIO, o carro não chega até a Pedra. É preciso caminhar cerca de 40min até a atração, pela areia grossa e fofa. Não é recomendável o banho de mar no local, devido à incidência de pedras e à força das ondas. É tirar foto e caminhar de volta mais 40Km.
Os vendedores de água de coco se oferecem pra tirar fotos dos turistas numa pedra menor na frente da Pedra Furada e fazem esse efeito maravilhoso. Parece que a gente é gigante!
O carro espera o grupo para ir até a Árvore da Preguiça, que é uma árvore deitada pela força dos ventos. O Ceará é conhecido pelo seu poder eólico. A turma do kitesurf e do windsurf faz a festa! Cinco minutinhos na árvore e o grupo segue para a Lagoa Azul, onde almoça em um bom (e caro) restaurante, e volta para Fortaleza por volta das 15h, ou seja, tendo permanecido apenas 5h no destino, das quais, 1h30min foram gastas caminhando na areia fofa. Às 20h, os turistas são deixados nos hotéis da capital com aquela sensação de terem pago R$200 para NÃO conhecer Jeri.
Árvore da Preguiça deixa todo mundo boquiaberto com a força dos ventos e com o poder da natureza de se reinventar e resistir às adversidades.
Que futebol, que nada! O esporte mais praticado em Jericoacoara é o windsurf!
Quem quer fazer por conta própria pode alugar um carro em Fortaleza, com flexibilidade de horários para sair e voltar, porém os veículos comuns não chegam a Jericoacoara. É preciso deixar o carro em Jijoca e pegar aquele velho pau de arara. Dependendo do tempo que você for permanecer por lá, vai acabar pagando diárias perdidas do carro, que fica estacionado na cidade, além do inevitável custo com o combustível e com a quilometragem. Lembre-se que são 800Km pra ir e voltar!
De ônibus, a empresa Fretcar faz a ligação entre Jeri e Fortaleza, com vários horários por dia. Das opções que existem, enquanto não vem o voo da Azul, é a melhor. Você faz o seu horário, não precisa se preocupar com a estrada e nem com os custos extras, sem contar que sai bem mais barato que as vans de turismo (cerca de R$120 pra ir e voltar). Mas a melhor vantagem em ir de busão é poder aproveitar a melhor parte de Jericoacoara: a noite!
O Sol vai se pondo em Jericoacoara.
Pois é. Por mais exuberante que seja a natureza do local, Jeri não é tão mais bonita que várias outras praias nordestinas, como Pipa, Porto de Galinhas, Sancho, Mangue Seco ou Maragogi, que valha um deslocamento tão longo para apenas umas horinhas de passeio. Arrisco-me a dizer, sem medo, que como praia Jeri é bem ‘normal’. Uma praia média. Mar raso, ondas fortes, prática de windsurfe, sol escaldante. Bem ‘ok’. Mas às 16h30 algo mágico acontece...
Viajantes e locais caminham até a Duna do Por do Sol.

Depois que as vans vão embora com os turistas, centenas de pessoas se dirigem à duna que fica à esquerda da praia e sobem para contemplar um dos mais espetaculares pores de Sol que eu já vi na vida. De cima da duna, naquele ventinho delícia, ver o Sol descer e ‘morrer’ no mar é catártico. Muita gente aplaude e até chora, e é aí que Jeri passa a ser JERI. Quando você desce da duna já percebe uma movimentação diferente. As ruas são tomadas por gente bonita, barracas de caipirinha e artistas de rua. Os restaurantes põem as mesas nas calçadas, tudo à luz de velas e da lua. Jericoacoara não tem postes de iluminação.
A caminhada é recompensada com o mais estonteante por de Sol do Brasil. No mar, sob aplausos, o Sol vai dormir e a praia de Jericoacoara vira JERI.
Pessoas de todas as idades saem para curtir a noite mais incrível de todas. Sempre tem festa em Jeri, e para todos os gostos e estilos. Dá pra começar comendo em alguma cantina ao som de reggae, tomar umas 'caipis', dançar um forró pé de serra na Dona Amélia até as 02h da manhã, beber uma ‘lapadinha de cana’, seguir para a baladinha eletrônica, tomar mais caipis, ver a roda de capoeira, tomar uma cerveja pra lavar, assistir ao nascer do Sol e, aí sim, ir dormir, pois o encanto acabou e Jeri volta a ser só uma bela praia do Nordeste.
À luz de velas, todas as cores da noite de Jeri.


Anote a programação pra não se perder!
Comparando a mesma esquina de Jeri, às 09h da manhã e às 09h da noite... Meio diferente, né?

Para aproveitar de toda essa magia, recomendo passar, pelo menos, duas noites na vila. Existem hospedagens para todos os gostos e bolsos por lá, mas eu recomendo fortemente o Vida Hostel & Backpackers. O albergue da juventude fica quase de frente para o Forró de Dona Amélia, ou seja, na cara do gol. Todos os quartos têm ar condicionado, banheiro privativo e as camas são protegidas com uma cortininha que faz toda a diferença numa terra onde dormir é artigo de luxo.
O esquenta da noite é regado a caipirinhas e uma partida de sinuca, ainda no hostel!
O café da manhã é gostoso, bem regional. Os funcionários são supercordiais e atenciosos. Dão as melhores dicas. Vai por mim! Agora a melhor parte: o Vida Hostel também oferece um drink de boas vindas para todos os hóspedes e vende uma caipirinha de MEIO LITRO por apenas OITO REAIS. Diga aí se não é um sonho!!!
Simples, mas gostoso e bem regional, o café da manhã do hostel tem cuscuz, tapioca, queijo coalho, ovos, frutas da estação, sucos, café, leite, bolos e uma musiquinha ambiente que faz toda a diferença!
Já hospedado em Jeri, você pode contratar um buggy e conhecer todos os pontos turísticos no seu tempo. É só chegar na pracinha principal e você vai ver vários quiosques vendendo os passeios. Se quer a minha indicação, eu indico a Lulu Passeios. Você pode fazer o passeio oeste num dia e o leste no outro. O oeste te leva para ver cavalos marinhos, fazer trilha, andar de quadriciclo e conhecer a lagoa de Tabatinga. O do leste é o da Pedra Furada, Árvore da Preguiça e a Lagoa Azul, com suas redes dentro da água. Só não esqueça de passar bastante protetor solar. O Sol castiga os desavisados.
Teve até passeio de buggy!
No mais, é bom lembrar de dar aquele cochilinho assim que voltar dos passeios, às 15h, para aguentar a noite toda. Uma vez em Jeri, não se preocupe com mais nada. É só botar a cara na rua e você já estará no meio da festa!

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Nívia Gouveia
é jornalista, travel-writer e professora de língua portuguesa. Mochileira convicta, leitora incurável, sonhadora juramentada, ela pertence a uma linda labrador chocolate chamada Shakira.
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016: Nossas viagens esse ano

Retrospectiva 2016

Já está virando tradição publicar nossas viagens do ano e fazer um balanço sobre elas.
Diferente de 2015, viajamos menos porém, igual a 2015, viajamos muitas vezes separados. Para ser mais preciso, apenas dessas viagens foi feita em casal. Viajar separado acaba sendo uma alternativa para aproveitar convites feitos ao blog, ou mesmo para cada um ter seu momento sozinho. Mas o que de fato influenciou em nossas viagens esse ano foi o que deve ter influenciado a de muitos: crise. Algumas viagens inclusive tiveram viés financeiro, outras refletiram uma economia necessária para continuar viajando. Esse ano foi o primeiro que não fizemos nenhuma viagem internacional.

FEVEREIRO: BRASÍLIA

Brasília foi a primeira viagem do ano

Nívia viajou para visitar amigos na capital federal, onde morou de 2006 a 2009. O objetivo era fazer um rapel no Buraco das Araras, em Formosa - GO, mas o passeio acabou não dando certo. Não faz mal! A viagem rendeu ótimas recordações.

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JUNHO: CARUARU


Viagem durante o São João para tocar um projeto de trabalho. Já é bem comum viajarmos para a capital do forró durante os festejos juninos (que têm grande força no nordeste brasileiro). Foi a única viagem desse ano que fizemos juntos.

AGOSTO: JOÃO PESSOA E ARACAJU

Aracaju e o Aju Hostel

Nívia tirou férias do trabalho e resolveu investir em viagens curtas e de baixo custo para capitais próximas. No início do mês foi para a capital da Paraíba, onde passou 4 dias. Depois, já no finalzinho de agosto, foi a vez de conhecer Aracaju. Uma viagem de sete dias, com direito a cidades históricas, praias paradisíacas e até um pulinho em Mangue Seco, na Bahia.

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Aju Hostel

OUTUBRO: FORTALEZA E RIO DE JANEIRO

Museu do amanha, uma das novas atrações do Rio de Janeiro

Nívia conseguiu alguns dias de folga para ir a Fortaleza e esticar até Jericoacoara. Jayme aproveitou para tocar um projeto cervejeiro e conseguiu ir ao Rio de Janeiro para cobrir o Mondial de La Bière. Ele passou uma semana na cidade Maravilhosa.

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Conheça a Oficina Brennand

Oficina Brennand - Vista do templo central (fonte: Wikipedia)

Dificilmente você encontrará um lugar tão original quanto a Oficina de Esculturas de Francisco Brennand. Iniciada em 1971, seus alicerces vêm das ruínas de uma antiga fábrica de uma cerâmica herdada de seu pai. Ao longo dos anos, o escultor foi criando um complexo com diversas esculturas que encantam pela sua originalidade e identidade própria.

Cuidado para não confundir

Uma das muitas esculturas da Oficina Brennand

A Família Brennand é muito famosa na região e dois integrantes elevaram seus hobbies a status de atração turística. O Ricardo brennand, enquanto colecionador, construiu o Instituto Ricardo Brennand, um castelo aberto a visitação e que hoje é considerado um dos melhores museus do mundo (clique aqui para saber mais – EM BREVE). O que iremos falar nesse artigo é o Francisco Brennand, artista plástico responsável pelo espaço. Ambos os espaços ficam no mesmo bairro e podem ser visitados em um único dia, apenas atenção para o transporte entre eles que não é simples.

Cuidado para não se confundir 2

Salão de Esculturas

Existe um parque de esculturas do mesmo artista, localizado dos arrecifes do porto do Recife, no bairro do Recife Antigo. Trata-se do projeto “eu vi o mundo, ele começa no Recife” para a virada do milênio que contou com a revitalização de parte do bairro, além da criação do parque. O local também merece uma visita mas muita gente acaba confundindo o Parque de esculturas com a Oficina.

Como chegar


Praça Burle Marx

O acesso é difícil e pode pregar peças no viajante. Existe um trecho de 3km antes da entrada principal, que foi idealizado intensionalmente pelo artista, para dar um aspecto de que o visitante está saindo de todo aquele caos urbano para um mundo distinto. Como não há indicação da distancia, muita gente é pega de surpresa e acaba perdendo muito tempo (e fôlego) com a caminhada. Solicitar um transfer no hotel ou um taxi a partir de onde estiver hospedado é uma ótima opção. Para os mais pão-duro, a opção é pegar um ónibus que passe pela Av. Caxangá (alguns partem da praça do Derby, ponto central para quem vem de Olinda ou de Boa viagem) no sentido do município de Camaragibe, e descer perto da UPA da Caxangá ou no terminal de Camaragibe. De lá, pode pegar um Taxi, uber ou mototaxi até a oficina e já deixar a volta agendada com o condutor. Ok, você é mais mão de vaca ainda e quem caminhar pela trilha da mata, então pegue o ônibus UR-07 e peça para o motorista te indicar qual a parada que fica no início da trilha. Lembre-se que são 3km de ida mais 3km de volta. 
Oficina Brennand

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José Jayme
engenheiro civil, travel-writer, nerd de carteirinha, amante da boa comida e esportes em geral. Colaborador do guia e portal O Viajante.
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Reflexões sobre viagens e redes sociais


Roma, 2010
A internet mudou o modo como se viaja. Se guias, troca de cartas, conversas com outros viajantes e mesmo visita ao consulado de um país eram meios de conseguir informações, hoje em dia tudo está a distância de uma “googlada”. Nos anos 2000 surgiram os primeiros fóruns de viagens e blogs sobre o tema, além das trocas de e-mails terem se tornaram uma constante e tudo isso veio como um prato cheio para quem estava descobrindo as vantagens de se ter a rede mundial de computadores como solo fértil de pesquisa e troca de experiências.


Salzburg, 2013

Nos últimos 10 anos, a troca de informações se tornou cada vez mais imediata, a ponto de que, com o surgimento dos smarthphones, ela se torna instantânea. Inicialmente com os Fotologs e o Orkut e depois o facebook, instagram, Snapchat, whatssapp, bem como uma infinidade de canais que você pode alimentar a todo o momento.
Agora você não precisa mais sentar na frente de um computador para enviar um punhado de e-mails ou postar algumas fotos nos poucos minutos que pagou em uma lan house. Tudo isso pode ser feito enquanto está no trem, caminhando no parque ou mesmo durante um voo de parapente. Legal, né? Mas até que ponto?

Praia de Pipa, 2011
Eu sou um viciado confesso em redes sociais. Nívia já tem um melhor controle a respeito. Mas ambos tem consciência de que uma viagem está para ser curtida e não para ser registrada (ou "vitrinizada") nos mínimos detalhes. Sim, me esforço para vencer o vício, mas saber que sou um viciado e que isso não é legal já é um bom começo. Porém, o fato de ser blogueiro de viagem acaba prejudicando minha terapia, principalmente em viagens patrocinadas. Preciso alimentar as redes sociais, fazer vídeos, check-ins e por vezes mandar relatórios. Mesmo dependente assumido, me incomoda o volume de vezes que preciso estar online.
Então quem não for blogueiro pode abandonar de vez as redes sociais? Ai já acho bastante radical. Muitos amigos curtem as atualizações das viagens enquanto estou na estrada. Inclusive eu mesmo curto rever o histórico de tudo o que fiz, como numa espécie de diário. Uma lembrança do facebook de dois anos atrás se torna um gatilho cerebral para voltar aquele momento em que a foto foi tirada, ou que aquele comentário que escreveu foi feito, e você acaba viajando novamente.

Veneza, 2010

Outro fator importante das redes sociais, por mais contraditório e irônico que possa parecer, é a questão da segurança. Lembra quando você faz check-in em um voo e eles pedem o telefone “de uma pessoa próxima”? Aquilo serve (e ninguém vai querer que isso precise acontecer) para fazer contato caso a aeronave caia. E eu tenho uma visão semelhante para com as redes sociais. Caso alguma coisa aconteça com você, as pessoas vão saber por onde começar a te procurar com base na sua última publicação. Ou apenas servirão de um “alô, mãe, tô vivo” cada vez que sua família ver uma nova publicação sua. Meio paranoica essa ideia, não acham? Também acho, até que um dia essa minha ideia foi necessária na prática. Estava em viagem com um amigo e pegamos um ônibus para o local onde iríamos nos hospedar. Assim que descemos no terminal, ele mandou uma mensagem via whatssapp para uma pessoa que nos receberia. Horas depois descobrimos que ele havia esquecido a bolsa no ônibus e ficamos sem saber o que fazer. A pista que nos ajudou a identificar qual ônibus havíamos pegado e conseguir resgatar a bolsa foi a hora que ele enviou a mensagem.


Como tudo na vida, um meio tempo é sempre o melhor. Selfies intermináveis e textos mil durante uma viagem pode lhe roubar momentos preciosos que somente os olhos podem captar. Mas deixar de ser um ser social também não pode ser o melhor caminho, a não ser que você esteja numa cruzada espiritual ou coisa do gênero. O ponto de equilíbrio cabe a cada um descobrir o seu.

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José Jayme
engenheiro civil, travel-writer, nerd de carteirinha, amante da boa comida e esportes em geral. Colaborador do guia e portal O Viajante.
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

5 dias básicas para quem quer começar a viajar

Estação de trem de Valência, Espanha

Viajar é um pequeno parto. Antes de colocar os pés na estrada, muita coisa vem pela cabeça do viajante: para onde vou? O que pode acontecer lá? Será que vai dar certo?
Pensando nisso, listamos 5 dicas básicas para quem ainda está começando na arte de viajar

1. Para onde ir?



Olinda, Pernambuco

Tem gente que está louco para viajar mas não sabe nem para onde quer ir. Parece loucura mas é mais normal do que você imagina. Se você está nesse grupo, pode ficar tranquilo que não está só. Procure avaliar as coisas que gosta e que te dão prazer: balada, arquitetura, música, futebol, uma cabana nas montanhas... a partir dai você começará a encontrar lugares que tem sua identidade e que serão ótimos destinos.

2. Planejamento é fundamental


Munique, Alemanha

Planejamento é fundamental em tudo na vida, eu diria. Mas se você quer viajar cada vez mais, não pode desperdiçar tempo e, principalmente, dinheiro. Em tempos de internet, planejar ficou mais fácil. Pesquise bastante, vá acumulando as informações que achar fundamental e comece a montar sua estratégia de viagem. Pior do que uma estratégia mal feira é não ter estratégia.

3. Avalie os riscos


Salvador, Bahia

Não desista de viajar depois de ter lido o titulo do item 3, mas sempre haverá risco de todo o tipo. E temos que nos preparar para eles. Faça planos de contingência para determinadas situações como extravio de mala, perca de documentos ou mesmo se o museu que você quis visitar nesse dia estiver fechado. É nesse momento que verá que um planejamento bem feito não é um trilho de trem e sim uma bússola. Mude os rumos de sua viagem sempre que achar necessário.

Leia também: Não se preocupe, deixe a viagem 'dar errado'

4. Escolhas e suas consequências


Ruínas Jesuítas, Paraguai

Você pode ter escolhido um hotel super barato mas que não tem café da manhã e fica longe dos principais pontos turísticos. Será que foi uma boa escolha? Não esqueça de avaliar os impactos das suas decisões no andamento de sua viagem.

5. Não relaxe durante sua viagem


Blumenau, Santa Catarina

Está com os pés na estrada? Que ótimo! Mas não relaxe nesse momento. Anote seus gastos e avalie se você está fugindo do seu orçamento. Se informe enquanto estiver viajando se algo que não identificou na fase de planejamento está acontecendo na cidade. Mantenha as rédeas firmes e faça ajustes sempre que necessário.


Esse texto foi feito com base no Guia – O que você precisa viajar está aqui!, o primeiro guia sobre viagens do blog Juntando Mochilas. Se você gostaria de ler mais a respeito, cadastre-se em nossa lista de e-mail e receba-o inteiramente grátis.


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Um casal de viajantes que resolveu juntar as mochilas e compartilhar suas aventuras de estrada.
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