segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Cânions de Xingó são coisa de novela!

O Rio São Francisco é lindo, e isso a gente não cansa de dizer. Mas os Cânions de Xingó são passeio imperdível para quem vai a Alagoas ou a Sergipe. (Foto: Juntando Mochilas)

A Rede Globo transformou em minissérie o filme Entre Irmãs, do cineasta Breno Silveira, e atraiu os olhos de todo o Brasil para uma paisagem brasileira que, aos poucos, vem sendo descoberta pelos turistas: os Cânions de Xingó. Localizados no Rio São Francisco, na parte onde o Rio divide Alagoas, Bahia e Sergipe, os Cânions são mesmo paisagens dignas de ser cenários de novela. O Juntando Mochilas visitou Xingó em 2009.
Nosso passeio partiu de Propriá, em Sergipe, onde morava uma prima. Havíamos ido a família inteira à cidade para comemorar um aniversário e ficamos por 3 dias. No terceiro dia, e depois de muita propaganda da prima, fomos à Usina de Xingó. Eram apenas 175Km de viagem entre Propriá e Canindé do São Francisco, que vencemos em cerca de 3h de carro. 

Cada subestação de Energia Elétrica da Usina de Xingó é capaz de produzir 500Kw. São 6 geradores, ou seja, a capacidade total é de três milhores de Watts! (Foto: Juntando Mochilas)

Logo ao chegar, fomos conhecer a represa e o Museu de Arqueologia de Xingó, que conta a história da região da barragem, desde a sua pré-história (9.000 anos atrás) até os dias atuais, passando pelo tempo de Lampião. Lampião, aliás, foi emboscado e morto na Grota de Angicos, município de Poço Redondo, vizinho a Canindé do São Francisco. O museu é bem interessante. Ele também conta como foi a construção da barragem, desde a idealização até sua inauguração.


Quando um catamarã passa por outro, é sempre uma farra. As pessoas a bordo acenam para o outro barco e fazem bastante barulho. É animado! (Foto: Juntando Mochilas).

Em seguida, embarcamos em um catamarã para conhecer os famosos cânions. O barco singra o São Francisco no sentido oposto à correnteza, a partir da barragem. Percorre cerca de 18Km. Durante todo o percurso, um guia explica sobre a geografia, a geologia e a hidrografia da região, que contribuíram para a formação da paisagem. O serviço de bar do barco é ágil, mas não espere nada sofisticado. Serve só drinks simples e cervejas industrializadas.


O deck do barco é bem concorrido. Todo mundo quer tirar uma foto bonita com o Velho Chico de cenário. (Foto: Juntando Mochilas).

Jayme foi um dos primeiros a cair na água, e caiu com estilo, dando aquela velha barrigada! (Foto: Juntando Mochilas).

Após o trajeto, o catamarã chega ao Paraíso do Talhado, local com cerca de 40m de profundidade, onde a água é incrivelmente azul e o banho é permitido, graças à ausência de correnteza. São disponibilizadas boias, passeios de caiaque, stand-up paddle, conjuntos de snorkel e máscara e até um passeio de canoa. Preferimos cair na água e refrescar, pois o calor estava muito forte. A parada no Talhado demora cerca de duas horas, retornando para a barragem logo depois.


O Paraíso do Talhado tem cerca de 40m de profundidade e uma água muito fresquinha. (Foto: Juntando Mochilas).

Na barragem, um restaurante especializado em comida nordestina aguarda os passageiros dos catamarãs para, aí sim, uma merecida carne de sol com macaxeira frita. Ficamos mais umas duas horas no restaurante, curtindo a música ao vivo e o visual de Xingó. Então, voltamos para Propriá com imagens inesquecíveis na mente e aquela vontade de voltar um dia, que todo mundo que vai a Xingó deve sentir... Bom demais!

Vista à jusante da barragem de Xingó, uma das usinas hidrelétricas do Rio São Francisco. (Foto: Juntando Mochilas).



Nívia Gouveia
é jornalista e travel-writer. Mochileira convicta, leitora incurável, sonhadora juramentada, ela pertence a uma linda labrador chocolate chamada Shakira.
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1 comentários:

  1. Cânions do rio Talhado entre Delmiro Gouveia e Olho D'agua do Casado.

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