domingo, 4 de outubro de 2015

07 experiências de viagem para NÃO se ter antes de morrer


A vida é a soma de nossas experiências boas e ruins, e são justamente as ruins que nos servem de aprendizado. Nem sempre dá para prever e fugir de uma situação, por isso, listamos algumas que já aconteceram conosco, e outras que nem aconteceram, mas que sabemos que são péssimas.


1.            Estar na rua Mercaderes, Pamplona (Espanha), às 11h30 do dia 06/07 de qualquer ano

Saímos vivos dessa
Neste dia e hora você estará a poucos minutos do Chupinazo, evento que abre as festividades de San Fermín. Apesar de mundialmente conhecida pelas corridas de touro, chamadas de encierros, o que torna esta rua perigosa não são os bovinos, e sim a multidão que se espreme para a abertura do festival. Como se não bastasse o aglomerado, é por esta rua que o partido separatista do País Basco entra para ostentar sua bandeira na frente da prefeitura (onde estão os representantes da Espanha). E o grupo não entra pedindo licença. E isso me rendeu uma semana de dor no peito sempre que tossia, de tanta pressão que tive sobre meu tórax.
Se quiser saber mais sobre o festival de San Fermin, clique aqui

2.            Conhecer Viña Del Mar e Valparaiso (Chile), sob névoa pesada

Cadê a cidade que estava aqui?
As cidades, localizadas no litoral chileno, resultam em ótimos passeios do tipo bate-e-volta a partir de Santiago. O balneário e a cidade portuária são verdadeiros deleites para os olhos, mas isso pode ser literalmente cegado por uma nevoa pesada. A boa notícia é que o nevoeiro se dissipa partir à tarde. Pelo menos foi assim no dia em que eu estive lá.

3.            Ir a Ibiza (Espanha), fora de temporada

Talvez essa seja a balada que dê para curtir fora da temporada
Ok, você quer aproveitar que está na Europa para conhecer a ilha e curtir as praias e as baladas. Mas fique sabendo que durante o inverno as baladas entram em hiato e, sim, fecham as portas. O máximo que você vai conseguir lá é ir à praia, que não estará cheia de gente pelada, como no verão. Aviso logo que a água vai estar gelada. Se é só para dizer que foi à praia, existem outras tão belas quanto as de Ibiza, e para onde nem sempre é necessário tomar um avião. Recomendamos fortemente que você segure um pouco sua vontade de ir a Ibiza para ir no verão, como fizemos. E não esqueça de ler a nossa postagem sobre o balneário clicando aqui.

4.            Visitar as ruínas romanas (Itália), em dia de chuva

Olha a chuva!!!
Dizer que Roma é um museu a céu aberto e que o Foro Romano é uma viagem no tempo já é clichê. O lugar é grande e tem bastante coisa interessante para se visitar, mas se você pegar uma chuva, talvez a sua experiência não seja das melhores. Por ser um sítio arqueológico, onde o piso é irregular e de terra, durante a chuva fica escorregadio. Isso sem falar do frio, dos fortes ventos e da baixa visibilidade proporcionados pela chuva. Terminamos o passeio molhados, batendo o queixo, melados de lama e com a sensação de não ter conhecido as ruínas.

5.            Chegar a Inhotim (Minas Gerais - Brasil), depois do meio dia

Descansar é um luxo raro aqui
O museu-parque, localizado em Brumadinho, a 50km de Belo Horizonte, é enorme e demanda muita disposição para conhecê-lo. A começar pela disposição na hora de acordar. Para aproveitar bem, é necessário que você entre quando abrir e saia só quando ele fechar. E você talvez nem consiga ver tudo. Então, se você acordou as 9 da manhã, esqueça. Deixe para o dia seguinte. Tive que correr muito para ver tudo e quase perco o ônibus para BH, de onde eu já sairia correndo para o aeroporto para voltar para casa. Ou seja, por pouco não perdi o voo da volta.

6.            Réveillon sob a Torre Eiffel (França), em qualquer virada de ano desde 2002

Salvem suas garrafas!
Esqueça o glamour! O que você vai ver são policiais fazendo ronda ostensiva, abordando jovens parisienses bêbados e imigrantes africanos, em um parque mal iluminado e sem fogos de artifício. E também sem atrações, sem contagem regressiva, sem banheiros e sob o risco de ter sua garrafa de champanhe Veuve Clicquot confiscada pela polícia. Desista o quanto antes. Nós insistimos na ideia e passamos perrengue para voltar ao hostel, pois quase todas as estações de metrô fecham à meia-noite, os taxistas e motoristas de ônibus estão em casa com as suas famílias. Andamos muito!

Até já contamos essa historia completa em outras postagem. Clique aqui e saiba mais

7.            Sair bêbado de madrugada em pleno inverno europeu


Cuidado com esses pints, meu rapaz
Passei perto disso em Londres mas estou vivo para contar. Alertamos que este item pode levar a interpretação literal do título da postagem. Dependendo do seu grau alcoólico, você pode achar uma ótima ideia se sentar um pouco no banco ou em uma esquina para descansar. Esse descanso vira um cochilo, que vira uma dormida, que pode virar uma hipotermia. E você morre. Simples assim. Infelizmente tive noticia de um caso desse quando estive la em 2014.

Quer saber mais sobre pubs de Londres? Clique aqui
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José Jayme
engenheiro civil, travel-writer, nerd de carteirinha, amante da boa comida e esportes em geral. Colaborador do guia e portal O Viajante.
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