sábado, 12 de novembro de 2016

Campo de concentração de Dachau

Campo de Concentração de Dachau

Um dos grandes méritos que uma viagem pode fazer na vida de uma pessoa é transforma-la. Conhecer novos lugares, entrar em contato com novas culturas, aprender como o mundo é longe do aconchego do lar....
Mas nem todo conhecimento vem apenas de alegria e otimismo. Muito desse aprendizado está presente nas chagas e nos males que a humanidade passou até chegar aqui. E muito mais do que passar pelas mazelas aparentemente externas, alguns deles foram criados por nós. Experiências como essa são fundamentais e por isso devemos sair de nosso mar de rosas vez por outra para mergulhar no que de mais obscuro nossa existência já teve.
Já estivemos no Museu do Terror em Budapeste (clique aqui para ler a respeito) porém, dentre nossas experiências, nada se compara ao Campo de Concentração de Dachau.

Um pouco de sua história

Detalhe na área externo, falando do cotidiano dos prisioneiros

Primeiro criado pelos nazistas (e modelo para a construção dos demais), o Campo de Concentração de Dachau (pronuncia-se "Darrau") está localizado na cidade que lhe deu nome e foi construido aproveitando a estrutura de uma antiga fábrica de munição. Recebendo inicialmente judeus, teve uma população de 4.800 pessoas no primeiro ano mas com o avançar da guerra, e a prisão de outros grupos como ciganos e homossexuais, Dachau chegou a ter mais de 288.000 prisioneiros entre 1933 e 1945 quando as tropas americanas libertaram seus prisioneiros. Nesse episódio, foram encontrados 30 vagões cheios de corpos em avançado estado de decomposição. Estimasse que mais de 28.000 pessoas morreram em Dachau mas esses números não são precisos.


Como chegar

Vindo de Munique você consegue chegar em Dachau pegando o metrô S-Bahn S2, sentido Petershausen, e descendo na estação que leva o nome da cidade. Como o mesmo ticket do metrô você vai pegar um ônibus em frente a estação de metrô que vai te levar ao campo. De carro a viagem é fácil e a estrada é bem sinalizada, com amplo estacionamento na chegada. Passeios do tipo bate e volta também são oferecidos em diversas hospedagens de Munique.


A visita

Há uma recepção que fica do lado de fora do Campo com alguns folhetos e audio-guias (disponível também em português). Por não ficar dentro dos muros de Dachau, você pode se perder um pouco mas saindo pela porta principal, caminhe para a esquerda até chegar no portão principal do Campo a sua direita. A entrada é gratuita.

Entrada de Dachau

No complexo, a direita fica o prédio principal que hoje abriga o museu. Nele, você encontrará uma exposição permanente com fotos, roupas, documentos e registros de tudo o que aconteceu aqui.

Paineis e fotos contam a historia de Dachau
Roupas dos prisioneiros de Dachau

Saindo do predio principal, existem duas réplicas dos galpões que existiam (todos foram destruidos) com beliches e armários igualmente recriados para mostrar como eram por dentro.
O local dos demais galpões tiverão as suas bases preservadas e numeradas com placas que dão o aspecto e covas. 

Beliches dos prisioneiros

Local dos antigos galpões


Vista do boulevard principal do campo...
... e foto de como era antigamente esse mesmo trecho
Caminhando para os fundos do Campo, existem três memorias religiosos: judeu, cristão e protestante. Seguindo para a esquerda um pouco escondido você encontrará a câmara de gás. Dizem que nunca chegou a ser usada mas isso não diminui o aspecto pesado dela.
Para finalizar o passeio, existe um bosque ao lado que merece uma caminhada silenciosa. Nele, uma cova coletiva serena e bem arborizada.

Ahhh, e como nos sentimos após esse passeio? Basta dizer que trocamos pouco mais de 5 palavras após do passeio. E Nívia ficou com febre. :(

Túmulo de milhares de desconhecidos

Vista do campo a partir da entrada da câmara de gás

"O trabalho liberta" escrito na entrada do portão principal

Vídeos de viagem


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José Jayme
engenheiro civil, travel-writer, nerd de carteirinha, amante da boa comida e esportes em geral. Colaborador do guia e portal O Viajante.

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