terça-feira, 20 de maio de 2014

Comentário Literário: Mar Sem Fim, Amyr Klink


Unir uma boa aventura a uma escrita prazerosa e envolvente é uma qualidade que pouca gente consegue. Amyr Klink é um desses escritores. Já tinha lido “Cem dias entre o céu e o mar”, que narra a sua travessia do Atlântico em um barco a remo, mas ao folhear as páginas de “Mar sem fim”, fica evidente a evolução e o cuidado de Amyr em envolver o leitor em sua história e nos detalhes de seu cotidiano solitário.

Em “Mar sem fim”, Klink narra a sua viagem de volta ao mundo pelo caminho mais curto possível, em torno do continente antártico. Também conta os detalhes do barco, de como foi a preparação para a viagem, da rotina regrada para evitar icebergs e abre espaço nesse meio para reflexões sobre coisas simples da vida, como o porquê da substituição de nomes já consagrados e poéticos de ruas ou praças por nomes de pessoas, muitas vezes desconhecidas.
Ao longo de vários meses, o contato com amigos e familiares era feito unicamente através do rádio. Apenas em duas oportunidades ele aportou no continente e contou com a presença de outras pessoas. Ponto alto do livro se passa quando ele enfrenta uma grande tempestade perto da Austrália, e que quase levou a empreitada a uma tragédia. Felizmente, a viagem termina bem, apenas surpreendida por um roubo em seu barco após a chegada ao Brasil, em que quase todo o material de registro foi subtraído.
As citações sobre suas motivações para a viagem já foram replicadas em muitas comunidades de viajantes e blogs. Creio que a mais conhecida seja esta:

"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”. AK

Leitura bastante recomendada!
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José Jayme
engenheiro civil, travel-writer, nerd de carteirinha, amante da boa comida e esportes em geral. Colaborador do guia e portal O Viajante.
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