quarta-feira, 11 de março de 2015

A autenticidade de Edimburgo

Castelo de Edimburgo, principal atração da cidade
Engana-se quem pensa que a Escócia se resume a uísque, gaitas de fole, homens de saia e Mel Gilson. Ainda no trem a caminho de Edimburgo, lembro de uma frase dita por uma senhora escocesa que a sorte colocou ao meu lado durante a viagem para uma boa conversa: “É muito bom ser escocesa”!
Somado aos elogios de muitos amigos, esse comentário aumentou minha expectativa em conhecer a capital Edimburgo. Considerada uma das mais belas cidades do Reino Unido, a capital escocesa Edimburgo (ou Edinburgh, em Inglês) mantém muito de suas características medievais.
E como a Escócia, diferente de outros países sob domínio inglês, preservou muito de sua identidade cultural, você conhecerá uma parte do Reino Unido que vai muito além de uma simples extensão da Inglaterra.

Visão geral


Se sua viagem se concentrar apenas na cidade, dois dias são suficientes para conhecê-la de forma sucinta. Três dias se você optar por ir a outros lugares da Escócia (as Highlands ao norte ou o Lago Ness, para tentar ver o monstro, por exemplo). E quatro dias para fazer tudo isso com bastante calma e aproveitar bem toda a beleza do lugar. Caso venha para curtir o Edinburgh’s Hogmanay (festival de fim de ano de que falaremos mais adiante), inclua um quinto dia para um roteiro perfeito – e bastante dinheiro pois é o período mais caro para se visitar a cidade. E não estranhe o dinheiro: apesar da impressão nas notas ser diferente, a libra da Inglaterra vale na Escócia e vice versa.

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A Waverley Station, principal estação de trem, fica bem no centro da cidade e a viagem até aqui partindo de Londres dura umas 5h. Como a maioria das atrações também se concentram no centro, hospedar-se por aqui pode ser bem estratégico. O aeroporto fica a 25 min de ônibus a partir da estação. Querendo explorar não só Edimburgo como boa parte da Escócia, a capital se mostra um ótimo ponto de partida.

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Castelo de Edimburgo e entorno


Vista do castelo.
Três ótimas atrações de Edimburgo ficam muito próximas umas das outras. A primeira e principal é o Castelo de Edimburgo, que, como vários castelos europeus, fica estrategicamente posicionado no alto de uma colina para uma boa visão dos inimigos e, hoje em dia, dos turistas. Além da vista privilegiada da cidade, aproveite para conhecer a Margaret´s chapel, construção mais antiga do lugar, o salão com as joias da coroa e os diversos túneis que permeiam o castelo. Sugiro que você chegue cedo para aproveitar a visita guiada gratuita que acontece a cada meia hora e ver o já secularmente tradicional tiro de canhão que ocorre as 13h. A entrada custa £16,00.
Visita guiada

Margaret´s chapel
Armas medievais.
Moça vestida com trajes de época recebe você no salão
Apenas para reforçar o quanto a vista do local é bonita.
Logo na saída, à direita, há The Scotch Whisky Experience (£16,00), um passeio que recomendo tanto para os amantes da bebida como também para quem não o é. Tem wifi gratuito para os ciber-viciados. Lá você aprende como o whisky é produzido, quais as variações existentes e aprende a degustá-lo. No valor da entrada estão incluídas quatro doses, além de um copo de degustação. Um passeio à altura do orgulho que eles têm de sua principal bebida.

Sala onde é mostrado os tipos de whisky

Os 4 principais tipos fabricados na Escócia 

Etapas da degustação.

Whisky que não acaba mais
Boa parte dessa coleção pertenceu a um brasileiro.
Degustação com os produtores
Do outro lado da rua, existe o The Edinburgh Old Town Weaving (gratuito). São quatro andares no subsolo com lojas de roupas típicas e algumas exposições sobre a história do kilt e sua fabricação.

A evolução do kilt.

Tudo o que você queria saber sobre o Kilt


1. A teoria mais aceita sobre sua origem é a de que o kilt veio da Irlanda no Século XIV e, diferente da “saia” de hoje, era um manto que envolvia boa parte do corpo.
2. O tipo de xadrez estampado no tecido, chamado de Tartan, mudava de cor de acordo com o clã ao qual a pessoa pertencia.
3. A bolsinha de couro na frente, por vezes coberta de pelos, se chama sporran e faz parte do conjunto, já que o kilt não tem bolsos. O Kilt Hose, um meião que protege as pernas do frio, completa o traje.
4. É roupa para ocasiões especiais, considerada traje de gala. Um original, de tecido de primeira, chega a custar £400, mas você encontra versões para turista por £35.
5. O que se usa por debaixo do kilt? No máximo cueca, mas se for seguir a tradição ao pé da letra, o certo é não usar nada. Exatamente! Nada!

Na Escócia, como os escoceses

Demais atrações


Saindo do castelo você verá The Royal Mile, a rua é passagem obrigatória para quem visita à cidade. Nela, você encontrará a Catedral de Santo Egídio (do inglês St. Gile’s Cathedral), bem como diversas lojas de lembrancinhas e pubs. Destaque para o The Tron que, à primeira vista, se apresenta como uma igreja, mas basta entrar para descobrir que o espaço se converteu em um pub (com o perdão do trocadilho).

Tron pub, dentro de uma antiga igreja.

Catedral de Santo Egídio
Dessa mesma rua partem muitos free walking tours bem legais em horários distintos (veja nas placas ao longo da calçada, que também indicam o ponto de partida de cada um). Recomendo fazer o Ghost Tour, que começa às 20h e passa por lugares com histórias assombradas, com direito a entrar em cemitério e tudo o mais.

Walking Tour.
Ghost Tour.
Outras duas ruas que valem a caminhada são a Princess Street, localizada na parte nova da cidade, e a Grassmarket Street, na Old Town. A primeira pelas lojas e a segunda pelas feirinhas que ocorrem em seu espaço aberto. Ambas também merecem ser visitadas pelos pubs lá localizados.
Aproveitando sua passagem pela Grassmarket Street (que fica na parte baixa da cidade, de onde você não vai querer subir tão cedo), siga até o National Museum of Scotland (entrada gratuita), bastante interativo e que conta a história de diversos povos e animais pelo mundo, com direito a reprodução de canoas aborígenes, engenhocas tecnológicas de outros tempos, reprodução de animais em escala real e esqueletos de dinossauro.


Um dos setores do museu

Vista da área central do museu
A maior atração do museu certamente é a ovelha Dolly, empalhada para apreciação do público. Só espero que você não tenha o mesmo azar que tive, de ir no dia em que ela estava em manutenção. Não deixe de ir até o terraço no topo do museu para uma vista da cidade que lhe renderá ótimas fotos.

Vista do terraço do museu
Duas atrações menores podem ser visitadas a depender do interesse de cada um. Uma, quase em frente ao museu, é The Elephant House, que era só uma cafeteria até J. K. Rowling sentar lá para escrever a saga Harry Potter (espere disputar espaço com outros fãs do bruxo). Outra é o cemitério da igreja de Canongate, onde está enterrado o Adam Smith, pai da economia de mercado e autor de A Riqueza das Nações.


Entrada disputada

Adam Smith. Lembra dele das aulas de economia?
Para os dispostos a caminhar, sugiro seguir por 1,6km pela The Royal Mile até quase não haver mais prédios (a rua inclusive mudará de nome algumas vezes). À sua direita haverá uma colina com uma trilha até o Arthur’s Seat, que fica no alto da mesma. A vista da cidade ao pôr-do-sol é de tirar o fôlego, a caminhada até lá também.

Vista da cidade

A caminhada é longa

Vista da cidade
The Edinburgh’s Hogmanay

Edimburgo é conhecida por ter uma das melhores festas de Réveillon do mundo, a Edinburgh's Hogmanay. Acontecem shows, procissão de tochas e até banho gelado nas águas do mar do norte. Se você quer saber mais a respeito, temos um artigo exclusivo a respeito da festa. Clique aqui e saiba mais

Obs.: todos os preços foram coletados em Dezembro de 2014 e podem sofrer mudanças

Leia também:

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José Jayme
engenheiro civil, travel-writer, nerd de carteirinha, amante da boa comida e esportes em geral. Colaborador do guia e portal O Viajante.
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