sábado, 2 de janeiro de 2016

Uma tarde em Bratislava

Com ruas charmosas e calmas, Bratislava é um convite para uma caminhada

Existe uma discussão muito grande sobre o tempo que você permanece em um lugar e o fato de ter conhecido ele em sua plenitude. Alguns gostam de carimbar novos lugares no passaporte como quem coleciona figurinhas em um álbum e outros já preferem uma viagem mais profunda para considerar que de fato foi e conheceu aquele lugar. Em nossa viagem pelo leste europeu, tivemos uma oportunidade de ir rapidamente em Bratislava, capital da Eslováquia, pelo período de uma tarde, antes de chegar em definitivo a Viena e entregar o carro que alugamos.
Alheio a essa discursão de tempo de permanência, aproveitamos a oportunidade para conhecer, mesmo que rapidamente, mais uma capital da Europa.

Praça central de Bratislava

Como chegar

A posição estratégica da cidade a torna difícil de deixar de fora em uma viagem pelo leste europeu, mesmo que a visita seja rápida. A 80km de Viena, e bem na borda do país, a capital da Eslováquia é facilmente acessível de carro (como nós fizemos) mas também por trem (1h). Em uma viagem entre Budapeste (2h45) e Praga (4h), por exemplo, ela fica bem no meio do caminho, ou seja, a posição em que Bratislava se localiza parece ter sido escolhida propositalmente para tentar os viajantes a darem uma parada nela, mesmo que rápida.

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Passeando pelo centro

Portão de São Miguel
Não deu para visitar museus e outros equipamentos públicos em apenas uma tarde, logo passear pelo centro foi nossa principal opção. Facilita o fato de, como em outras cidades europeias, boa parte dos pontos de interesse turístico estarem no centro. Mas mesmo nessa caminhada dá para ver ao longe a Ponte Nova (e seu mirante no topo com um restaurante de vista panorâmica) cruzando o rio Danúbio e o Castelo de Bratislava as margens do mesmo, dois pontos interessantes de se visitar para quem dispuser mais do que uma tarde para tal.

Marco Zero

Hlavné námestie

Caminhe pela cidade velha e aprecie a arquitetura do lugar, com influências medievais. Não deixe de conhecer o Portão de São Miguel, único acesso a cidade em outros tempos, que abriga o marco zero e uma torre de 51 metros com uma bela vista da cidade. Não, não deu tempo de subir na torre também.
#xatiado
Aproveite para sentar em um de seus restaurantes e experimentar o Goulash, prato bem típico na Hungria e em países vizinhos como a Eslováquia. 

Goulash
Visite também a Praça Principal (Hlavné námestie) e as estátuas que estão no entorno. As mais famosas são a Cumil (operário saindo de um bueiro) e a Schone Naci cuja história fala de um morador de rua chamado Ignac Lamar que vivia pelas ruas com roupas velhas, porém elegantes, distribuindo flores para as mulheres que passavam após o trauma de um amor não correspondido. Conversando com uma vendedora de loja de souvenires, ela me falou que o personagem por trás da estátua era uma pessoa que se mostrava feliz para as demais, apesar da miséria e tristeza por trás de seu sorriso. Achei muito significativa a história, apesar de não encontrar relato semelhante em pesquisas na internet. 

Cumil

Schone Naci

A cultura das estátuas, que a primeira vista não tem nada de mais, retratam a simplicidade da capital eslovaca. Uma cidade onde sua grandiosidade turística não está em prédios imponentes e grandes praças mas sim na história de seu povo e no sorriso das pessoas. Certamente foi uma das cidades em que mais me senti acolhido, mesmo com pouco tempo de visita.

Sim, Bratislava merece muito mais que uma tarde. Em breve estaremos de volta.

Voltando para Viena, um belíssimo por-do-sol

Vídeo de viagem


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José Jayme
engenheiro civil, travel-writer, nerd de carteirinha, amante da boa comida e esportes em geral. Colaborador do guia e portal O Viajante.
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