terça-feira, 10 de novembro de 2015

Uma Volta da Pampulha para chamar de sua

Igrejinha da Pampulha

Todos os anos acontece em Belo Horizonte a Volta Internacional da Pampulha, um dos eventos mais importantes do calendário esportivo nacional. Além das belezas naturais do lugar, o entorno da Lagoa da Pampulha possui intervenções urbanísticos que merecem uma visita contemplativa, sem muita pressa. Mesmo quem não é arquiteto, se renderá aos encantos das obras de Oscar Niemeyer, dos afrescos e azulejos de Cândido Portinari, as esculturas de Ceschiatti, Zomoiski e José Pedrosa, os painéis de Paulo Werneck e o paisagismo de Roberto Burle Marx. Todo esse conjunto arquitetônico configura o que se representava como proposta de modernidade nos anos 40. Mas mesmo que você seja um atleta de ponta, não iriamos sugerir caminhar os 18km que contornam a lagoa. Porém, um carro talvez lhe tire um pouco do encanto do passeio. Que tal alugar uma bicicleta?

Pé no pedal!



Boa parte do entorno da lagoa é atendido por uma ciclovia bem sinalizada, e mesmo os poucos trechos que não tem área destinada as bikes não são difíceis de transitar com a magrela. Uma volta completa com 5 a 6 paradas para tirar umas fotos não tomará mais do que 2h30 de passeio.
Para conseguir uma bicicleta, você tem duas opções: pode se cadastrar para retirar uma nas estações patrocinadas pelo banco Itaú (já bem comuns em várias capitais brasileiras) ou locando de particulares. No posto localizado no encontro da Av. Pres. Antônio Carlos com a Otacílio Negrão de Lima (quase em frente a pista do aeroporto da Pampulha) há uma loja chamada Global Bicicletas com magrelas para locação em bom estado e você ainda consegue, na “brodagem”, uma corrente para amarra-la nas paradas. Em 2015, aluguei uma por R$10,00 a hora. Ao longo do trajeto ainda vi mais outros 3 pontos de locação de bikes particulares, mas não cheguei a perguntar os valores.




O que ver


Igreja de São Francisco de Assis: Carinhosamente chamada de “igrejinha da Pampulha” seu formato inusitado fez com que o arcebispo não a aceitasse como templo religioso durante 14 anos. O interior é composto por obras de Candido Portinari, representando a via sacra e tanto a sua cor azulada como os contornos da estrutura emolduram perfeitamente as águas da lagoa.





Museu de arte da Pampulha: inicialmente construído para ser um Cassino, seu interior possui obras de arte Contemporânea Brasileira. Na parte externa, os Jardins assinados por Burle Marx e esculturas de CeschiattiZamoyski e José Pedrosa completam o cenário.




Casa do Baile: situado uma ilhotazinha artificial ligada por uma ponte de concreto, o local foi criado para abrigar reuniões sociais e bailes dançantes. Após a proibição do funcionamento do cassino, a Casa acabou sofrendo com a queda de público e hoje, após a reforma de 2002, recebe exposições temporárias, divulga publicações, desenvolve seminários, encontros e outros eventos relacionados a urbanismo, arquitetura e design, áreas do conhecimento humano na qual a nova proposta da casa objetiva fomentar.

Iate Tênis Clube: expoente da arquitetura de Oscar Niemeyer, é uma atração apenas do tipo “passei na frente” pois a área é particular e a visitação não é aberta ao público. Repare no teto cujo caimento é invertido em relação aos telhados tradicional. Esse tipo de coberta é conhecida como Asa de Borboleta.

Casa Kubitschek: O então prefeito que estimulou todas essas obras não perderia a oportunidade de encomendar uma para ele mesmo, e assim construiu uma casa de veraneio a beira do lago. Hoje, a Casa Kubitschek se tornou um museu onde o visitante pode ter contato com o estilo de vida das décadas de 40, 50 e 60.

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José Jayme
engenheiro civil, travel-writer, nerd de carteirinha, amante da boa comida e esportes em geral. Colaborador do guia e portal O Viajante.
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