terça-feira, 24 de novembro de 2015

Uma reflexão sobre viajar sozinho e viajar em grupo


Viajar sozinho ainda é um tabu entre alguns. As incertezas de pegar a estrada só e os perigos que isso pode proporcionar ao viajante são os grandes pilares do receio de muitos. Por outro lado, alguns viajantes não abrem mão de botar a mochila nas costas na sua própria companhia e nada mais. E eles também tem seus argumentos a favor de uma viagem individual. Para quem está em cima do muro, fizemos uma lista das vantagens e desvantagens de viagens, seja só ou acompanhado, para ajudar você a decidir se o melhor é chamar a turma para curtir um novo lugar, ou seguir uma viagem de descobertas por conta própria.

Do ponto de vista dos gastos


Viajar sozinho pode ser um pouco caro. Claro que albergues possuem quartos coletivos mas as refeições por vezes ficam mais baratas quando compartilhadas. Alugar um carro certamente terá um preço diferenciado quando dividido com mais pessoas. Se estiver em grupos grandes, pode-se pleitear ótimas barbadas em hotéis e passeios. As cias aéreas tem valores diferenciados para grupos com mais de 10 pessoas;

Do ponto de vista da dinâmica da viagem


Quanto mais pessoas, mais lenta será sua viagem. Geralmente a velocidade do grupo é determinada pela pessoa mais lenta, ou a que cansar primeiro. E isso se potencializa a medida que o grupo aumenta em número de integrantes. Sem falar na tomada de decisões sobre o que visitar e onde comer. Tudo vira um grande fórum de tomada de decisões. Numa viagem solo, a velocidade e as decisões são rápidas e instantâneas. Gostou da vitrine de uma loja? Pode entrar sem dar satisfação a ninguém. Quer comer uma coxinha e seguir a caminhada? Sem problemas. Nesse ponto, viajar sozinho é uma grande vantagem.

Do ponto de vista do planejamento


Viajar em grupo é dividir tarefas. E isso fica melhor quando a turma é heterogênea e tem uma boa interação. Alguns são melhores em negociar, outros já são bons em escolher os melhores caminhos. Um amigo pode cozinhar enquanto outro faz a feira, e um terceiro já pesquisa na internet quais pontos turísticos serão visitados no dia seguinte. Numa viagem sozinho, você terá que fazer tudo isso e mais um pouco.

Do ponto de vista do crescimento pessoal


Quando você está só, todos os seus sentidos estarão voltados para o novo. Arquitetura, história, cultura, culinária, pessoas.... você estará 24h absorvendo isso tudo. Num pais estrangeiro, por exemplo, você será obrigado a falar a língua deles (ou pelo menos fazer mímica) se quiser coisas básicas como água. Mesmo que a “língua deles” não seja necessariamente a língua falada no país, tendo em vista que muitos falam inglês, por exemplo. Em grupo, você estará a todo momento conversando com seus parceiros, negociando lugares para ir, desviando a atenção do entorno para discutir determinados assuntos, enfim. Será como uma mini bolha de sua terra natal em uma terra estrangeira.   

Do ponto de vista da segurança


Certamente é mais difícil passar por algum perrengue em grupo e, se passar, a solução em conjunto vem rápido. Grupos grandes são mais difíceis de sofrer assaltos, e mesmo no caso de alguém ficar doente, se tem o apoio da turma para comprar remédio ou procurar um médico. Sozinho, você tem que contar com a solidariedade de alguém que, mesmo não sendo difícil, um amigo que lhe conhece bem sabe como lhe ajudar de forma mais eficiente.



José Jayme
engenheiro civil, travel-writer, nerd de carteirinha, amante da boa comida e esportes em geral. Colaborador do guia e portal O Viajante.
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Um casal de viajantes que resolveu juntar as mochilas e compartilhar suas aventuras de estrada.
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