segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Tira-dúvidas: as perguntas mais frequentes sobre viagens.



Vida de blogueiro de viagem é engraçada. Muita gente vem pedir consultoria de viagens e eu converso numa boa, dou dicas, tiro dúvidas. Gosto disso! Algumas dúvidas são bastante corriqueiras. Por isso, resolvi escolher 10 e escrever este post. Vou topicalizar, pra ficar mais fácil de consultar. Mãos à obra:

  1.    Preciso de passaporte pra ir para a Argentina?
Não. Para entrar nos outros países do Mercosul (Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela) só é necessária a apresentação de um documento de identificação com foto válido no Brasil, que pode ser o RG ou uma carteira de motorista, por exemplo. Se escolher pelo RG, certifique-se que você pode ser reconhecido pela foto. Tem gente que tirou a identidade quando era criança, já tem mais de 30 anos e ainda anda com aquele documento antigo. Ou nasceu de um gênero e se assumiu travesti, mas nos documentos ainda é do gênero antigo. A gente sabe que acontece, mas não rola, né? Na dúvida, se seu documento já tem mais de 5 anos, dê uma atualizada. É o mesmo tempo de validade de uma carteira de motorista, para os que optarem por ela.
  
  2.    Como é a imigração na Europa? Perguntam muita coisa?
Depende. Alguns países e aeroportos são realmente mais cri-cris na entrada de imigrantes. O aeroporto de Barajas, em Madrid, o de El-Prat, em Barcelona, e os aeroportos internacionais de Londres são conhecidos mundialmente como imigrações difíceis. Já passamos por eles e só tivemos contratempos em Londres. Perguntaram de onde a gente vinha, pra onde a gente ia, se conhecia gente na cidade, no que trabalhavam as pessoas que a gente conhecia, se a gente tinha dinheiro suficiente para a estada, se a gente tinha passagem de volta... UFA! Diante de tantas perguntas, seja sincero e procure passar segurança. O que eles querem saber é se você é turista ou imigrante. Se você é turista, não tem com o que se preocupar. É só responder com calma, mostrar toda a documentação exigida e 'voilá'!

  3.    E se eu não quiser pagar o transfer?
Muita gente não dispensa o conforto do transporte pago previamente do aeroporto para o hotel. Outros acham abusivo o valor de um transfer. Eu me incluo nessa categoria. Como quase nunca tenho malas pesadas nem preguiça, opto sempre por pegar o transporte público. A diferença de valores é escandalosa. De Guarulhos pra São Paulo, por exemplo, um transfer chega a custar 100 reais, enquanto o busão custa uns 5. Do Recife para Porto de Galinhas, o transfer custa 120 e o ônibus de linha, com ar condicionado, custa só 12. E, pros mais medrosos, que ficam achando que é impossível pegar o transporte público, lembrem-se que as pessoas que trabalham no aeroporto fazem esse movimento todo santo dia. Morar no aero, elas não moram...
  
  4.    Dá pra conhecer Buenos Aires/Miami/Paris falando só português?
Com paciência e bom humor, sim. Em cidades muito turísticas e para onde vão muitos brasileiros, quem trabalha com serviços costuma ser bem aberto a nos receber e até a dar uma forcinha. Em alguns lugares as pessoas são mais chatas com turistas que não falam sua língua, mas nada de alarde. Em outros lugares como Miami e Buenos Aires vai ser comum encontrar um taxista, um atendente de loja e até um policial que fale português.

  5.    Qual é o melhor lugar do Brasil pra ir em casal?
Essa pergunta é clássica! A resposta é bem simples: dependendo do casal, qualquer lugar pode ser um paraíso ou um tormento! Se o casal é bem resolvido e de bem com a vida, pode gostar até de 'programas de índio' nada românticos, como um festival de música eletrônica ou um parque de diversões. Por outro lado, se o casal é briguento, ciumento e de mal com a vida, até um resort cinco estrelas à beira-mar de Porto de Galinhas pode se tornar um inferno. Mas, como as pessoas normalmente não se contentam com essa resposta, aí eu posso sugerir alguns lugares, como Pirenópolis, em Goiás, ou Ouro Preto, em Minas.
  
  6.    Como é melhor trocar dinheiro?
Depende do destino. Para países vizinhos, dependendo do valor do Real frente à moeda local, é possível gastar em Real mesmo, ou trocar lá no destino, em alguma casa de câmbio. Para Estados Unidos e Europa é bom já levar daqui, mas certifique-se de que o dinheiro é verdadeiro. Não compre em qualquer lugar, pois entrar nos países com moeda falsa é crime, e você responde de acordo com as leis locais. Para países mais longínquos, compre dólares e troque ao chegar lá. Cuidado para não comprar demais, pois a gente perde dinheiro ao comprar moeda estrangeira, e perde mais ainda ao revender. De preferência, vá trocando à medida em que for usando, pra não voltar pro Brasil cheio de dinheiro que não tem valor por aqui.

  7.    Qual é a maior desvantagem em viajar sozinho?
Não ter com quem conversar e nem ter quem tire as suas fotos, ponto. Mas isso é perfeitamente contornável em tempos de pau-de-selfie. Uma boa dose de cara de pau pra interagir com estranhos é aconselhável se você não quiser ficar sozinho em algum local. Temos ótimos amigos que conhecemos em viagens. Experimente se abrir a novas pessoas! Uma dica valiosa: não julgue pela aparência. Muitas vezes aquela senhorinha de 75 anos, vestindo um suéter azul bebê, sentadinha lá no fundo do vagão do trem está, na verdade, indo saltar de bungee jump...


  8.    Vale mesmo a pena fazer seguro de viagem?
Sim. Vale. E muito. Já pensou se você tem uma crise alérgica em um lugar onde as pessoas não falam inglês, você não tem um antialérgico na bolsa e nem, obviamente, uma receita no idioma local para levar a uma farmácia? Pois é. Se quiser saber mais, temos uma postagem inteira falando somente sobre seguro de viagem. É só clicar aqui. Quando viajamos, usamos a Mondial Seguros. Para acessar o site deles, clique aqui.

  9.    Qual é a parte mais cara de uma viagem?
A passagem aérea, sem dúvida. Em alguns casos, o transporte custa mais de 50% do valor total da viagem. Algumas companhias que operam no Brasil ou que têm aliança com companhias brasileiras parcelam em até 10 vezes o valor da passagem. Em segundo lugar está o gasto com hospedagem. Somados, esses dois são o terror de qualquer viajante. Para pesquisar a melhor hospedagem, usamos o Booking.com. Lá dá pra ver fotos dos hotéis, opiniões de viajantes, fazer pesquisas bastante refinadas. Indicamos! 

  10.  Vale a pena fazer compras lá fora?
Essa é outra pergunta cabulosa, porque a resposta depende de vários fatores, como 'para onde você vai', 'como estará o Real quando você for', 'o que você vai comprar lá' etc. Tem gente que sai daqui pra Nova York pra fazer enxoval completo de bebê, tem gente que só quer um perfuminho francês... Depende muito, entendeu? Mas, em geral, a menos que seja realmente mais barato, não vale a pena comprar no exterior. Você vai gastar com excesso de bagagem, não pode parcelar as compras, não poderá trocar, caso dê defeito. Nós do Juntando Mochilas não somos consumistas. Ainda bem! Trazemos pouquíssima coisa, quando viajamos.

Nívia Gouveia
é jornalista, travel-writer e professora de língua portuguesa. Mochileira convicta, leitora incurável, sonhadora juramentada, ela pertence a uma linda labrador chocolate chamada Shakira.
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