segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

A beleza natural e os esportes radicais em Mambaí

Cachoeira do Funil é acessada pela caverna que há por baixo da queda d'água.
Há um mês, o Catraca Livre publicou uma matéria sobre os paraísos brasileiros que você precisa conhecer e constava da lista a pequena Mambaí, na Serra Geral, divisa de Goiás com a Bahia. Por sua hidrologia, Mambaí faz parte da Área de Proteção Ambiental Nascentes do Rio Vermelho, rio que desemboca no rio Paranã e torna-se, mais ao norte, um dos principais afluentes do rio Tocantins. O município está se consolidando como um destino de esportes radicais.
Eu estive em Mambaí há cerca de 10 anos, quando ainda nem sonhava em ter o blog e era bem recente a prática de rapel, cascading e tirolesa na região. A cidade fica a 300Km de Brasília e, como eu morava na capital federal, decidi fazer o passeio. 

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A empresa escolhida foi a Itakamã Ecoturismo e Aventura, de Brasília, especializada neste tipo de turismo. A Itakamã é comandada pelo Maurício Martins, um apaixonado pela natureza, praticante de highline (corda bamba em altura), alpinismo e montanhismo. Em Mambaí, a Itakamã tem uma parceria com a Mambaí Adventure, que opera os esportes radicais no município.
Quando eu fui, o grupo saiu de Brasília no fim da tarde da sexta e foi direto para a Pousada Cerrado, em Mambaí. Cada um foi deixar as coisas no quarto e tomar banho, nos encontrando logo em seguida na porta da Pousada e fomos à cidade jantar. Dormimos cedo, para aguentar o repuxo no dia seguinte.
O acesso é feito por trilhas. A van fica na estrada e a gente segue mato adentro.
No sábado pela manhã, fomos para a Cachoeira do Funil, que tem esse nome porque a erosão causada pelo rio cavou o chão e o rio “some” por baixo da terra. A cachoeira possui 23 metros de altura (quase 8 andares). Começamos com uma trilha de intensidade baixa para média, necessitando de algum condicionamento físico. A trilha termina numa caverna com um rio dentro. Entramos no rio e seguimos por dentro da caverna até passarmos por baixo da cachoeira. O lugar é lindo! Subimos por uma escadaria de madeira, cercada de plantas exóticas e com aquele vaporzinho de água. Seguimos para a esquerda e fizemos Cascading.
Primeira fase da descida é positiva, com os pés apoiados na cachoeira.
Depois, a descida é negativa. é só soltar os pés e sentir a água levar o medo embora!
Para quem não tem familiaridade com os termos, Cascading é o rapel em cachoeiras, ou rapel molhado. O Cascading, assim como o rapel, pode ser positivo (quando o praticante pode apoiar os pés durante o percurso) ou negativo (sem contato com paredes ou chão). O Cascading da Cachoeira do Funil é quase todo negativo, possuindo apenas os três primeiros metros de apoio. A sensação é indescritível.
Pra dar ideia do quanto é alto lá na cachoeira, olha a Monique e a Day observado a descida da amiga Jandi!
Almoçamos na cidade e demos um pulo na cachoeira Paraíso do Cerrado para um banho refrescante. À noite, mais uma saída curta, pois a cidade é muito calma e mesmo os bares fecham cedo. Comemos pizza, jogamos sinuca e bebemos um pouco. Fomos para a pousada dormir.
Cachoeira Paraíso do Cerrado
No domingo pela manhã, pegamos mais uma trilha e fomos ao Poço Azul. Um local lindo onde a água limpinha ganha tons inacreditáveis por causa da composição do solo. O banho é bem gelado, mas vale à pena. A trilha continua e nos leva à Lapa do Penhasco, uma caverna enorme e muito bonita. Os espeleologistas (especialistas em cavernas) piram! O lugar é cheio de estalactites, estalagmites, grutas, até um rio passa por dentro! É lindo de viver!

Entrada da Lapa do Penhasco

Mergulho dentro da caverna foi sensacional!

Subindo pela direita da boca da caverna, acessamos um mirante numa cabana coberta de palha, é o ponto de chegada da tirolesa. Mambaí ostenta a segunda mais alta tirolesa do Brasil, perdendo apenas para a que existe na cidade de Brotas, em São Paulo. O atrativo está a 102m do chão e percorre 320m sobre o cânion e a entrada da caverna. O visual é impressionante! Gostei tanto que fiz duas vezes, pagando a taxa extra, e só não fiz a terceira porque precisava dar a vez aos colegas. Hahaha!


Terminamos a tirolesa no fim da tarde. Caminhamos até a van e voltamos para Brasília. A Itakamã nos deixou na rodoviária do Plano Piloto por volta das 20h do domingo.
Atualmente, o Maurício tem feito as excursões mais longas, de 4 dias e 3 noites, para Mambaí. É que há muito a conhecer e um final de semana é muito pouco para curtir bem a viagem. Fui conferir no site os valores atualizados e descobri que o passeio custa 775 reais, que podem ser parcelados em até 3 vezes. O valor inclui traslado, hospedagem, guia, entrada nos atrativos, duas descidas de rapel, aluguel de capacetes e seguro viagem. As descidas na tirolesa são cobradas por fora e custam 45 reais.

Grupo da excursão com o Maurício, da Itakamã (de pé na cerca), pouco antes do Cascading na Cachoeira do Funil.

Apesar de dar para fazer o passeio sozinho e só contratar o rapel e a tirolesa lá em Mambaí, recomendo fortemente que você vá com uma empresa e em grupo. Sai um pouco mais caro, mas compensa. Ter companhia e não se preocupar em procurar atrativos ou em os mesmos já estarem com lotação esgotada já faz valer a pena.

Leia também:
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Nívia Gouveia
é jornalista, travel-writer e professora de língua portuguesa. Mochileira convicta, leitora incurável, sonhadora juramentada, ela pertence a uma linda labrador chocolate chamada Shakira.
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